Wednesday, June 25, 2014

If you need a hero to keep you from getting hurt, you need a hero to keep you from living...Thank you all my heros who allowed to learn through my losses, grow stronger through my pains and experience my cycles of ups and downs. I feel blessed for any attempt of happiness, which, by the way, is timeless. Today´s a perfect place to be with my loads and my hopes. Tomorrow I may get fucked up, but certainly the day next I´m saved.

Kate Polladsky

Sunday, June 23, 2013

Os amores mais difíceis de superar são que compartilharam do seu café. 
Amor insone, viciante, quente, seu bom dia, seu boa noite, seu break.
São os amores das conversas através de todo o cardápio, da falta de opções da cidade.
Não consigo gostar de outro tipo de amor. Há quem não goste de outro tipo de café.
A vida é escolha. Mas esses amores são inesperáveis, inexplicáveis e insubstituíveis.
Surge naqueles 5 min, fica por 5h, 5 dias...semanas. Fazem no seu coração aquela lavagem 5àsec.


Kate Polladsky

Saturday, June 01, 2013

somem as cores
somem os homens
assumem as culpas
e tambem os filhos
somem as cores
somem os homens
sobem os indices e semeiam idolos
vivemos num mundo em que nao vivemos
existimos sempre que  podemos
vivemos num mundo em que nao vivemos
resistindo sempre que podemos
vivemos num mundo em que nao vivemos
sempre que podemos

I don't care about your Dylan
He sang it bitter when I fell
I don't care about it either
Your heart of stone did serve me well.


KP

Já me apaixonei por uma esquizofrênica. Um amor de asas e chifres que não era verdade nem era mentira, que ninguém havia me contado, mas era quase como eu o lia. Queria o fogo que me aquecia, que me queimava e me ardia; eu me senti meio pagã, sabia. Já me apaixonei por debate, por embate e porque se debatia. Dei o meu abraço protetor e o meu braço em que dormia. Atravessei noites em claro, era tão raro ver você se aquietar. Eu queria ir embora, mas já era parte daquilo a que pertencia. Acordamos cedo e nos convidamos pra mais cafés. Mitopoético demais e assim arrastaram-se os dias. Mais tarde eu ouviria e, cansada, diria adeus.

KP

Tuesday, April 02, 2013

Um bom sentimento sempre espera alguém para quem se pôr em prática.
Se pendura além da balaustrada e se inclina sem limites.
Um bom sentimento sente muito e sente nada
Senta-se e admira apenas, sem expectativas falhas


kp

Friday, January 18, 2013

All my life hating every cigarrette, but the cigarrette in your mouth.


kp

Tuesday, January 08, 2013

Esse seu coração que se contorce. Só, cai na graça e descarrega tudo que sente e se maltrata feito escravo, escravo rico e reticente que corre frouxo quando a encontra e não se assume quando perto, que a reconhece bem de longe e se alonga em concreto; é rígido e quente, até ensolarado, sal adocicado que adormece num se pudesse, perdendo por pensar empossa o medo em suas cavas e sonha que já não é cego, vê tanto quanto lhes parece e perece aos poucos no incerto. Não olha por si mesmo porque não era pra ser simples, por mim só ora se for morto e só retorna se for farto, esse seu coração que sou eu mesma e não se emenda de ser torto que quando ao menos ele tenta, torna tudo tão piegas e pigarreia o seu segredo pra que não notem sua vergonha. O coração pra sempre atento: quando chegar ou dar a volta, pela brecha ou pela porta, entorta todo o seu olhar e inveja o mundo que a toca, mas em trancas de si entoca seu pensar. Esse seu coração que cospe a cisma engole a seco tudo que de mais ligeiro imaginar ele ouve a música a mesma a esmo e se ordena de amar, é mais do mesmo de um nada novo e de um sono sem acordes ou acordar; é um retrocesso é um bocejo já está cansando e se deixando pedaço aqui pedaço lá, por seu tropeço já até cômico porquanto atônito e aturdido arde de calma e inflama tonto, é tanto espaço e tanto espanto, seu coração atrai sinais que se aproveitam e se promovem, também se atrasam e significam. Eu não entendo e então recalco, capitulando as vezes que se calou. Coração em crise, que só acontece por acaso, mas endurece e vira rocha, rocha de basalto que brota reles...à esse coração serve a esse coração serve.




Kate Polladsky

Thursday, January 03, 2013

A cabeça em outro lugar,
o corpo em outro país,
o coração aonde você está.
Metade miserável, metade feliz.
Sou alguém que segue
E que por isso sangra
Que se sobrecarrega
dessa saudade sobre-humana
Dessas coisas que inventa
De fazer, de ser e de será
Alguém que cega e se engana
Que inseguro, se segura ao que ama
Com a cabeça em outro lugar
O corpo em outro país
O coração aonde você está
Metade eu diria, metade eu fiz.


KP

Monday, December 10, 2012

You're fine. 
You just wanna feel something good or something bad inside,
'Cause you know, 
Emptiness takes longer than a goodbye.


Kate Polladsky

Saturday, October 13, 2012

Tempo pra dar conta de tanta coisa dando certo. Felicidade quente, fria, barulhenta ou com molho barbecue.
Felicidade resfriada, com sotaque engraçado, nas conversas da madrugada e no corpo cansado. Felicidade por estar longe mas sempre perto. Tempo pra dar conta de tanta coisa dando certo.

Kate Polladsky

Quem num vazio padece conhece melhor do que ninguém o que preenche.
Quem tem medo de ir, não sabe a que veio.
Quem bebeu em copo quebrado passa a notá-lo metade cheio.


KP

Friday, October 12, 2012

É contínuo.

Tenho um coração inquieto; ou está pendurado ou se peneirando pra cair. Nunca sei quando está maduro nem seria ele a fruta mais doce-  a polpa disso tudo não daria um copo.
As pessoas apresentam um medo visceral de ficar só como se jamais tivessem sido apresentadas a si mesmas. Eu converso com a consciência e ela me apavora. Diz que a vida precisa de movimento, de um passo a mais. Esse problema mora nos lares de quase todo mundo, a rotina é paraplégica, os paradigmas são como pais superprotetores e fazer diferente causa mau estar. 
A dificuldade torna as coisas mais interessantes e valiosas. Hoje disponho de toda a informação que preciso a qualquer hora e em qualquer lugar. Não sei mais o que fazer com isso, ninguém sabe. Estão sempre dando as coisas nas mãos, eu nem lembro a última vez que li um livro. Corremos rápido e nem sabemos pra onde. Antigamente era tudo muito devagar, mas tinham um propósito. Apesar de mais devagar, era mais desafiador. Vencer tinha um gosto melhor. As cartas quando chegavam era uma alegria.
Em raros momentos nos sentimos inteiros. Somos influenciados pelo meio. Meio que influencia meio não se completa. Acho que Deus nos dá uma felicidade tridimensional mas só enxergamos as arestas. Tudo tem a hora de começar e de terminar, ao que não se termina chamamos de: preguiça; reencarnação; infinito ou filas de supermercados, bancos e órgãos públicos. Acabar é melhor? Quando volta não é a mesma coisa. Eu já voltei, e não era. É como querer afirmar algo com achismos. É como uma verdade travesti, sabe. Com medo de que acabasse, inventou-se a transformação, a mudança. Veja, a vida tá sempre mudando de opinião. Borrado, pouco prático, coração inquieto, peneirando.  Há pouco, já mudei também. É contínuo.


Kate Polladsky



Windowpane

E aí você está longe da porta de casa, 
vendo o mundo pela janela. 
Uma estrada que começa e termina em outra porta de casa, 
de um mundo que nem longe era. 
Em algum ponto da vida as distâncias se abraçam,

é o mesmo ar que qualquer um respira.
O mesmo impulso que provoca a ida. 
É a mesma volta que o coração espera.



Kate Polladsky
The right person is always like home, no matter how much you like to travel. 
Citylights are something but nothing is like falling asleep with the tv on.
The right person is different, he's your routine, she's your routine.
Your goddamn toothbrush. And you're the only one who has it.


Kate Polladsky

Thursday, October 04, 2012

Saudade é a desordem dos hormônios,
transparência dos homônimos,
palavra igual, silêncio igual
o caminho de volta no ônibus
a folha de papel jornal.

Saudade é o vício interrompido
de um mal inacabado,
de quem acaba de ser visto com um outro ao lado
É a idade que segue
a história que não repete
a tal vontade de ter dito.

É saudade mas é insossa
o gosto do suor da moça
que o distraiu na dança
e ele voava como criança
caminhava a mil pés
testando o mistério dos céus.

Saudade é um antes fosse
uma agressividade doce
de querer trazer pra cá
É amargo e agridoce
a lágrima que não desce
consciência pendurada
na distância que só cresce

Saudade é doença mal curada
saúde amargurada
quem dela sofrer vai sentir
é promessa sem jeito
um jazigo no peito
onde não se enterra um fim.


Kate Polladsky

Monday, September 17, 2012


Eu te pesso um verso
Voce me dá seu chão
Eu te abro a porta
E descubo um vão
Eu te dou meu sim
Você sim, por que não?
Nos meios mais simples
Toda a explicação

Me tratou com tréguas
Trevos e cobertas
As rosas cresceram
Nas nossas conversas

Sua rua enfim
na minha contra mão
todo frio tem fim
nesse coração


KP

Saturday, January 28, 2012

Diz respeito ao meu direito de sorrir
De repente quase não é escuro
E se for frio, quente como for
Diz respeito ao meu direito á dor
Dois mais dois somando
Num sonoleno semblante de um só
Diz ao meu direito de ficar calada
Cal que escreve no teu quadro negro
E nega todas as palavras
Dizendo que moro do lado esquerdo
Do teu peito que se diz respeitar o meu direito
de enfrentar tudo sozinha
E sem dó eu lá estou
Diz que o meu mundo é mais breve
De uma bravura sem nome
Respeita o meu totalmente
Do seu nada ainda dormente de conteúdo
Diz respeito as vezes que eu disse sempre
E a mensagem voltou
Quão inexistente é para onde vai
Quão desistente é de onde sai
Diz respeito a quem disse tudo
Um pouco a menos, ou
Um pouco a mais.



Kate Polladsky
Como você quer fazer a partir de agora?
Quer sombra num pé urtiga ou polpa de um pé de amora?
Como você quer fazer agora?
Mudar da noite pro dia é pior
A último que ri, ri melhor
Tem sabor do que você queria?
Chega uma hora que o café esfria...
Vai me dizer então, quem diria...
Ou, e agora?


Kate Polladsky

Tuesday, December 13, 2011

Não vejo problema algum em atribuir felicidade a uma(s) pessoa(s); pessoas vêm primeiro do que coisas. Mas não que a sua felicidade dependa de uma ou de outra, a sua felicidade depende única e exclusivamente de você. Pessoas irão te decepcionar, irão te trair, desejar o seu mal. Coisas irão se quebrar, se depreciar, se perder. E, sim, você há de se decepcionar consigo mesmo, porém nunca desejando o seu próprio mal. Você há de se perder alguma vez na vida e, se depreciar também, afinal ninguém vive para sempre. Entretanto, construa positivamente durante a sua jornada, e nada o apagará no tempo. Até mesmo ser imortal, depende única e exclusivamente de você.

Kate Polladsky