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Thursday, May 14, 2009
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Tuesday, May 12, 2009
Que chova, que chova tudo o que lhes for de direito agora.
Eu vou sentar sobre meus pensamentos e também no chão.
Acenderei um cigarro, será que isso me acalma?
No lado oposto do meu obscuro desconheço o que você ilumina.
Não está longe, mas sim tão perto que me cega.
E agora envolvida no cheiro seco, de cravo ou sei lá, canela,
Eu tocaria uma música ou martelaria os dedos no aço estendido
Sobretudo, eu não sei mais distinguir entre o que soa bem e o que soa mal.
Portanto melhor é quando apenas sinto, e isto é tão quente que esfumaça,
Aqui presente em mais um trago.
Há dias que tento fazer coisas que qualquer um faria
Mas no entanto, faço o que apenas esforço
Em tentar esquecer quem deveria
Apagar de mim, empurrar contra o cinzeiro
Percebo apenas o deboche da tempestade
Que apaga o mundo lá fora quando chove
Ainda continuam acesos, você, o cigarro e a saudade.
KP
Monday, May 11, 2009
Saturday, May 09, 2009
Monday, April 27, 2009
[Ideologicamente um desabafo.]
Castigar-lhe-ão por ser quem sois de corpo, alma e coração.
Colocar-te-ão camisas de força: que louco é este, livre por dentro, com as respostas que precisa para ser feliz; mas acorrentado ao mundo que o faz perguntas, nada lhes preenche e nada lhes diz? Apontar-te-ão o dedo na cara, julgar-te-ão por qualquer triz. Ensinaram-te a andar, a comer, a se vestir. Ensinaram-te como se portar, como falar, como pensar, como aceitar o inaceitável. Ensinaram-te sobre Deus, e sobre homens. Ensinaram-te que não é quem és, mas sim quem deve ser. Não é assim?Batizaram-te com um nome qualquer, sobre o qual jamais teve escolha, mas apenas para que o encontrem na multidão. Criticar-te-ão sobre seus desejos, sonhos, idéias e amores. Até mesmo aqueles que disseram amar-te sempre, jamais o conheceram nem jamais o conhecerão; apenas porque não permitiram conhecer a si mesmos antes de tudo; apenas porque seguiram regras, aceitaram-se sempre mais sociais do que pessoais. Mas ouça: Se isto o fizer feliz, permita-se. Seja este louco que és por não ser demasiado outrem. Não castigue a si mesmo por pecados que lhes impõem. E não se prenda demais a experiências alheias, dos que serão eternos aprendizes. Sede você o teu próprio caminho e a tua verdade os teus próprios passos.
Ensina aos outros quem és, pois eles apenas sabem quem deverias ser.
Kate Polladsky.
________
Confesso que penso em você como descanso, como fuga. Como encontro do meu ego, com o meu amor e lascívia. Eu penso em você como a lamparina que não pensa na noite antes de queimar, apenas queima por sua natureza, por iluminar sem que pense em como se extingue, sem que pense em seu pesar. Vá insidiar a minha mente, meu pequeno grande erro, que não canso de errar e prepara-me ciladas das quais não saio apenas pelo esforço de pensar. Agora tem a mim presa, em pele, beijo e olhar. E tem o meu coração sem arrimo, que se desespera no avesso de estar batendo e abatido. Confesso que sou só fuligem, mas ainda queimo como magma cuja sonoridade ecoa como cítara e se perde em poesia ou apenas no pousar de uma libélula, consegue ouvir-me pensando o que sinto? Pois se alastra feito lume e se multiplica ao cardume, depois se junta à vertigem que é o descanso e a fuga, com teu nome denotando pensamentos que enturvecem meu pensar.
Kate Polladsky
Thursday, April 23, 2009
Consigo abstrair e me proteger
Atrevo-me a pequenas vitórias
Uma que me cutuca, outra que me acorda, outra que me revela,
outra que me espanta, outra que me eleva...
E assim...
Sigo distraidamente sem tentar te esquecer
Aos poucos os meus sentidos vão se desprendendo de você
Vou eu, começando a aprender a não sentir
Como se as coisas jamais dessem certo
Exceto, matar meus sentimentos
Estes que involuntariamente acreditam
Que outra vez; o impossível ainda pode acontecer.
KP
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Tuesday, April 21, 2009
Como se fosse possível te esquecer, eu tenho tentado essa façanha há muito tempo. Entre altos e baixos, eu te deixei ir e não me deixei ir, nunca. Não sei que diferença faz. Você poderia estar comigo, ou não? Jamais? Por tantos questionamentos que faço, a resposta é sempre "e se...?" mas nunca o é. Porque eu nunca te questiono. Como se de alguma forma, você me pertencesse; apenas porque eu pertenço a você, de maneira louca e sub-entendida; é que há tanto espaço dentro de mim com teu nome. E com teu nome em meus escritos, em minha boca; fica tudo tão claro que nem o pronuncio, nem o escrevo. Mas sabem, todos os milímetros de mim sabem que eu te amo. Todos os estranhos que me estranham ao seu lado, sabem que eu te amo. E você sabe, mas também estranha. E assim como eu, finge que não. Finge que nos conhecemos também. Será que conhecemos quando fingimos? Como se fosse possível esquecer sua atitude e minha reação, como se fosse possível construir um determinado momento novamente e segurá-lo forte para que continue, como se fizesse sentido. Mas há apenas um sentido nisso tudo, e parte de mim. Sou eu que não consigo te esquecer. Sou eu que finjo sentido em tudo. Sou eu quem não te deixa ir, nunca. E eu tenho conseguido essa façanha a muito tempo. É que há tanto espaço dentro de mim com o teu nome, que já nem questiono. Tenho medo de que meu coração não se reconheça sem você, e já não saiba mais fingir que me mantém viva.
Kate Polladsky
E quando sai eu penso se não estou a um passo de te perder, se é tarde demais pra te dizer ou se eu deveria de alguma forma fazer parte de você, por essa coisa conturbada que me parece o seu mundo. Quando você sai, eu sei que é para não pensar. Mas fico eu, pensando se está bem, quando vai voltar e que novidade arrasadora me espera. Penso como amiga porém sinto como tola apaixonada e meu instinto louco de querer te cuidar, te proteger, te ver bem...Esse instinto se volta contra mim, porque eu sei que quando você sai quer estar a perigo mesmo, quer ser livre e que se danem os sentimentos. Aí eu sei que quase adoeço. Por que é tão difícil não sofrer quando você sai? Mas quando volta e está tudo sob controle, então eu te amo mais. Agradeço e sinto que não te perdi por mais um fio.
Kate Polladsky
Friday, April 17, 2009
Monday, March 30, 2009
I know you’ve got the instinct to survive through your doubts.
This might be my way of thinking you will be fine.
And blindly I’ve put my soul by your side
Just go on and take the shine out of the dark
I know you dare even if it they tell you not to.
This might be one of the reasons why I adore you
And I cover you all with my thoughts.
[Kate Polladsky]
Sunday, March 29, 2009
Thursday, March 26, 2009
Wednesday, March 25, 2009
KP
Monday, March 23, 2009
Sunday, March 22, 2009
Sabe quando aquela conversa se extende, ela realmente rende demais.
E as outras conversas, pendem. Em outras palavras, são deixadas pra trás.
Você simplesmente sabe quando ela te ignora. As suas palavras não são lembradas, as suas perguntas já não conquistam respostas e toda subjetividade contextualizada é tratada como amostra. Objetiva e materializada. Você simplesmente sabe quando há outra pessoa na jogada. Basta comentar a favor; nada do que você disser, nem mesmo uma vírgula será ignorada.
E você simplesmente sabe quando ela dá início a outro início. Porque ela acaba sendo todo torpor.
Kate Polladsky
Fecha os olhos. Vê o que eu vejo? Venta forte, e te falta o abraço. Segurando forte dentro de si isso tudo que o tempo vai rasgando, e pesando nos braços do seu coração. Mas ainda não te falei do quanto vale a vista lá do alto. Quando se mora sempre abaixo do que pode se tornar maior. Esse amor vai te engolindo e ao invés de te proteger e te mostrar pros olhos certos, apaga as luzes ao teu redor, esse amor não tem dó porque não é amor. Fecha os olhos e veja o que eu vejo. A quem quer enganar, se é o teu desejo que te engana. Assim não se faz primavera. A pessoa certa poderia ser ele, poderia ser ela. Mas neste momento a única pessoa certa, amando pessoas erradas, é você. Isso é o claro no escuro, não é preciso fachada. Mas só você não vê. Aconteça o que acontecer, não terá volta isso de abrir mão das suas idas. Saiba que quem quer que esteja te tomando, não te cuidará, não se importará tanto assim. Saiba que quem quer que nasça todos os dias mais forte no teu peito, não vai te completar, mas vai te faltar espaço pra crescer, e vai te faltar ar. Por que então querer fazer de tudo pra conservar o impossível? Lá fora possivelmente estão muitas pessoas que te farão diferença, e quebrarão a tua sentença auto-imposta. Supostamente a resposta, não é se fechar em torno de um único ser de luz duvidosa. Se esse único ser já te consumiu a luz de mil sóis. E então, não continua só? Somente inventando lembranças, ignorando os nós que não se cansam de amarrar seus pés a um caminho sem destino. Você vale mais, e não vale a pena tratar seus sentimentos como lenda. Não ainda, não ande pensando demais. Quem quer que esteja viciando os teus dias, não está se importando com a sua presença ou a sua ausência. Estar sempre lá não é bem a sua conquista. Basta saber que ainda que vente forte contra você, dá para abrir os olhos e ver que era só dar as costas e mudar a rota. Agora te empurra pra frente o que te paralisava. Se finalmente vir o que eu vejo, abraça. E segura forte dentro de você.
Kate Polladsky.
Thursday, March 19, 2009
Aprende-se a dançar nesse ritmo de passividade?
Minha paciência pesa enquanto penso na vontade
Que é extrapolar todas as linhas limítrofes riscadas no chão
Assim não. Desvio uma vez ou outra
Queria dizer que não fujo da razão, mas quer saber.
Meu coração tem razão. Quando diz que te gosto
E isso tem estado um tanto out of control.
Eu sei que sim, que alguma coisa mudou.
Esbarrei em amor, em paixão, em afinidade
E notei o quão diferente somos.
Mas aí fui deixando, que diferença faz a diferença
Quando se gosta de verdade?
Aprende-se a dançar nesse ritmo de passividade?
Estou passando a ver as coisas por um ângulo mais realista
Não que a realidade signifique a verdade
As linhas limítrofes só existem inteiramente pela metade
Sequer sabe pra que lado se divide
No chão pisam todos os pés, que são iguais, mas carregam mundos distintos
O meu pode ser melhor ou pior
Pode ser mais vivo ou mais extinto
Da mesma forma que morre, vai existindo
E eu não resisto em dizer o que sinto
Que aprendi a dançar uns passinhos novos
Quer eu goste de dançar ou não
De você eu gosto mesmo
Estou passando por tudo isso pra te ter
Pode ser?
Kate Polladsky
Tuesday, March 17, 2009
I oughta start from the scratch.
So much time wasted.
All I need is to meet the maker.
To be taught, to be taken, to be totally faded.
By experience, all I’ve tried to reach, all I’ve tried to find.
Ended in nowhere road.
It was right there, it’s what I ever wanted.
But for me: no matches found.
Tomorrow has another name.
And it’s waiting for my move.
I foresee until where it may stretch
And I oughta start from the scratch.
KP
Sunday, March 15, 2009
Friday, March 13, 2009
Tuesday, March 10, 2009
Antes disso, adormeço.
E não me recordo do quanto gostei de outrem.
Ontem mesmo esqueci.
Depois que apaguei a luz, só consegui te ver.
E nessa cegueira firme do que sinto não me resta mais nada.
É despertar para tudo isso que me renova, e acordar pra você.
KP
Como se eu me rendesse um pouco a cada dia. E a força cessasse. Como se desse e houvessem saídas à vontade. E se eu quisesse sentir a brisa de tudo que reside somente à beira do precipício. Eu iria até lá com o pensamento em você. E ao cair desse mundo postiço, levaria a verdade que é ter te amado como um vício. Um pouco mais a cada queda. Mais passos sobre um chão que me pesa. Como se colocasse um fim em tudo isso. Mas a saudade, a saudade é sempre um início.
- Kate Polladsky
Monday, March 09, 2009
Mas desfaço-me deste semblante de tristeza
Torno-me branco, quase véu.
Para lhe agradar ou apenas pela paz
Do que sinto por você.
Abro mão do meu azul quase céu.
Para me prender a algum triz
Um concha branca perdida no aquário
oceânico, para ver o que me diz.
Conheço a minha grandeza fria de ser
Mas desfaço-me da névoa que impede
minha vista à tua luz
Torno-me límpida, clara-ainda que reticente.
Para esfriar a dor que é não te ter
Ou apenas pelo calor
Do que sinto por você.
Kate Polladsky
Se as tuas palavras me faltam com a verdade, o que eu posso dizer?
Você já não me surpreende - calada fico.
Vejo você se perder de nós porque quer - apenas fito.
Houveram momentos que o tempo não dissolve.
Houveram erros que o seu lamento não resolve.
Já não pertenço ao que você pensa que é certo.
Já não mereço o que você pensa que é melhor.
Se o que você quer ver não é o que sou, o que eu posso fazer?
Se lhe incomoda quando eu falo ou silencio, o que eu posso dizer?
Um esforço enorme da minha parte pra te completar
Pedaços cada vez mais soltos do meu coração pra você brincar
Pra terminar, escolho não esperar mais nada de você.
Um elo simples, independente e duradouro
Que os seus sentimentos se desviem dos meus
Porque funcionaria apenas ludicamente
Nada seria mais como costumava ser
É assim que as coisas são
E não há nada que se possa fazer.
KP
Friday, February 27, 2009
Seria uma maneira de encurtar caminhos.
A felicidade bateu no seu mundo e fez tremer o meu.
Eu sei que é assim que estão as coisas nesse momento
Mundo nenhum foi criado para que coubesse a mim e você juntos.
Ou nasce o seu, ou morre o meu.
Uma escolha quer estivesse certa ou errada
Afastou-me do que sempre conheci de mim, por você.
E não sei bem no que deu. Ou o que adiantou.
No fim, sinto profundo orgulho de ter conquistado algo ontem que se perdeu hoje ou silenciou-se de tal forma que nada me faria encontrá-la de novo.
O momento passou. Palavra nenhuma o traria de volta.
Palavras cansam, eu sei. Por isso encurtá-las.
Mas agora o que eu queria mesmo era cortá-las de mim.
As palavras certas, as melhores do que sinto.
Plantá-las em você, e resguardar-me à sombra do que crescer em silêncio.
Thursday, February 26, 2009
Wednesday, February 25, 2009
Tuesday, February 17, 2009
Que maneira a sua de malear meu mundo. Sabe que depois de maldar meu peito, de inventar inverno e fazer de tudo pra que tudo não faça mais sentido, eu te vejo e nascem flores nos espinhos seus onde me machuquei. Lindo então ver que até tua cor já mudou e imaginar se teu sabor brota de damasqueiros como nenhuma fruta rósea já o fez; veria que eu não fui capaz de te sombrear nem de te buscar no teu próprio jardim. Me desculpe... Porque não te peguei pela mão a tempo e fui acudir meu coração, como se assim não me arrependesse jamais de ter sido feliz no escuro. Trouxe-me uma vez pra perto do teu olimpo, mas agora longe de tudo que conquistei, eu não sei se terei mais sossego. Silencio e tem som de lamento o meu silêncio; se soubesse. Não sei se recebeu de mim o suficiente, não sei de absolutamente mais nada que possa te deixar contente; e isso é tão angustiante quanto me prender a uma ilha e te ver partir com a cidade inteira a teus pés. Você é sim o dano que escolhi pra mim. Significa o pilar que me sustenta e me soterra. Sentimentos sobre sentimentos; pesa demais e enfraquece a luz. Já não consigo escrever, ou não posso. Já não consigo não gostar de você. Ou não posso.
Saturday, February 14, 2009
Wednesday, February 11, 2009
Monday, February 09, 2009
Eu te olhei, sem querer ver nada e foi mais significativo do que todos aqueles momentos pensados que já tive. Gastei palavras, inventei idéias, fiz o que pude dos meus dias insanos. Vem você me tirar pra dançar sem que eu soubesse que passos dar? E juntos construímos uma caminhada que não me cansa.
Porque eu parei de me questionar sobre tantas coisas apenas por ser você a minha única certeza. Tão cedo eu acreditei que não conseguiria mais acertar e já não sabia o que valeria a pena. Agora, ainda que tardiamente, eu sei. Tem tanta beleza nas tuas bobagens, tanto de mim nas tuas criancices; tanto que não sei o que é suficiente com você, porque te quero mais. E não quero mais nada ou mais ninguém. Você segura meu mundo enquanto pensa que apenas segura a minha mão. Nada é realmente complicado ou frustrante ao seu lado. E quando te vejo frágil, até esqueço as minhas fraquezas; porque me faz querer ser fortaleza e te proteger. Saber como você pensa ou como você faz nunca me preocupou. Eu sei que de uma forma ou de outra, você me surpreende. Mas quanto à sua previsibilidade amor, a ela eu me rendo. Porque não encontro nada em ti que não me complete. E te perder é algo que não me compete. Entende?
Sunday, February 08, 2009
Friday, February 06, 2009
-E jamais acreditarei de novo.
-E jamais confiarei de novo.
- Jamais algo novo acontecerá entre nós.
- Dá-se um nó.
- Para sempre.
KP
- Não me completa.
As pessoas, os lugares, as coisas. Esse momento, esse dia, esse clima de indiferença.
Os apegos, as vontades, os interesses. Não os tenho mais. Nada me completa. Nem mesmo este vazio. Já nem sinto que existo. Sentir-se um tanto faz é cansativo. Se fico em casa ou se saio, se encontro amigos ou família, se vivo de obrigações ou preguiça, se invento ou repito. Apenas sinto que não tenho nada. Um cansaço sem fundamento. Enjôo. Vivo apenas a conveniência e o acaso. Não finjo nem sou. Não concordo ou discordo e sempre termino o que sinto com “enfim”...
KP
Saturday, January 31, 2009
Livrar-se do conto de fadas. Imediatamente após o tudo reduzir-se a nada e o significante ter passado a fazer sentido em sua vida. Ver que a vitória não corresponde ao conjunto de tentativas. E agora? O bem que faz ter senso do ridículo. O ar que é ter amor próprio. E o passado era apenas um sonho. E a tua vontade era uma linha tênue que no fim nada tecia; nada amarrava; nada era tudo aquilo que completava o ciclo dos passos que dava. Mas afinal para onde ia? Que felicidade estranha era essa que queria? Essa que estranhamente não te pertencia. Não era?
KATE POLLADSKY
Wednesday, January 28, 2009
Saturday, January 24, 2009
Tudo em mim se encontra devagar
Mas se você tem pressa em saber
Até quando te amar
Digo que vôo lentamente
Passando pelo precipício que é estar
Sobre amando e sub amando
Com sentimentos que me cortam as asas
E sentimentos que me fazem livre
Sei que estou passando
Pelas coisas que tenho que passar
E ainda que esteja de passagem
Aproveito a viagem
Porque não sei se o amor que de mim parte
Vai voltar.
[Kate Polladsky]
Tuesday, January 20, 2009
Saturday, January 17, 2009
Wednesday, January 14, 2009
Desculpas pra voltar
Mil desculpas por ir tão longe sem você.
E se somos o espelho um do outro
Deve haver em algum lugar a minha transparência
Ou eu já não sei o que reflete sobre mim e lhe atinge
Sem votos de engano
Não perca suas noites de sono
Eu estou bem aqui e o meu aqui não finge
Mas espere até o sol nascer de novo
Há dias em que brilho, há dias meus de escuridão
Desculpas pra fugir
Desculpas pra voltar
E segurar firme a sua mão
Mil desculpas por te fazer pensar
Que qualquer movimento meu fora em vão.
KP
Friday, January 09, 2009
Que não há na sub pele o vício?
Vai me dizer que não é frio todo o espaço entre o teu calcanhar e o meu?
Vai me dizer que ao iniciar em você, não terminava em mim?
Que ao renunciar o chão, não me procurou flutuante e livre?
Vai me dizer que o teu equilíbrio não repousa nas minhas arestas?
Que não deixaria cair seu corpo quente no meu infinito?
Que a minha presença não arde?
Vai me dizer que não sou teu litoral, o sopro na tua ferida?
Vai me dizer tantos eteceteras que não te deixarão dormir?
Que nunca fez a tamanha loucura de mensurar o seu amor ou o meu?
Vai me dizer que depois de tantas idas e palavras mal ditas, não passou pela sua cabeça dizer a mim adeus?
Que o seu beijo não se rende ao meu?
Sem o mínimo esforço, apenas o alvoroço e o momento.
Vai me dizer o que já sei? Sei que me calo e aguento um pouco mais.
Saber os porquês não me interessa, não me completa.
O que me completa é o tanto faz.
Vai me dizer que não sabia?
Que eu já senti o sabor da suas façanhas há muito tempo atrás?
Que eu já cansei de tratar meus sonhos como meras vontades?
O que me completa afinal, é que eu não preciso de verdades.
Apenas não ter que duvidar, em instante algum.
Vai me dizer que não sabia?
KP
Wednesday, January 07, 2009
Com todas as forças que tinha.
Amou-a contando com o silêncio em que cabia.
E amou seu universo inteiro:
Seus amigos, sua sombra, seus passos, seus arredores,
sua imagem.
Tanto faz como a amou.
Nem sabia de onde vinha tudo.
Mas no seu amor continha do mais nobre sentimento
Ao carnal desejo de se perder naquele sonho.
Sonho...
Amou-a tanto.
Como apenas em sonho pode fazê-lo.
Amou-a com dor, sim. E com zelo.
Para que não sofresse como sofria.
Para que não houvesse nenhum arranhão
E não se desgastasse entre os dias.
Amou-a tanto...
Tanto quanto podia.
Kate Polladsky
Monday, January 05, 2009
O seu jeito doce ou amargo. Se me imenda ou me desconcerta. Se implica ou me completa. Traço, ponto, partes suas. Não me incomoda, não me interessa. O seu todo ou fragmento. Contrói as pontes que se seguem aqui dentro. E se é dentro de mim que moro, por sua causa. Digo, que me aprisiono em amor latente. Com toda a expectativa e medo. De perder cada detalhe, cada movimento. Vou te amando aos poucos. Te amando muito. [Definitivamente].
Kate Polladsky
Sunday, January 04, 2009
Como se do meu achado me perdesse
Como se me declarasse infame, insone e incompleta
Não adoro homens, deuses, doses de nada e as medidas milimétricas dos erros que ainda hei de cometer. Sou como quando me calo por respeito ao mundo, e me silencio por respeito a mim. Porque sou gritante por respeito ao que faço e ponho fim. Porque sou colo, e sou calo. O peso do corpo e o peso do passo. Cansaço.
Como se me permitisse passar sem filtro
Como se levasse a sujeira que me lava
Não me rendo à impureza de uma perfeição.
Como se eu pudesse esquecer, confundo e me interrogo sobre o que realmente posso e como. Mas não sei digerir algumas das minhas idéias condicionadas. Porque não sei se engulo algumas verdades. Mas como as verdades também, sem fome, sem nada.
E a vida segue subnutrida. Como se de mim dependesse para beber. Como se da minha virtude infértil, tirasse a proteína. Eu não a sustento de carne e ossos. Sustento-a apenas de pretensões e atos indigestos, um tanto meus e de outrem. Como se.
Kate Polladsky
Thursday, January 01, 2009
Que neste exato momento a sua foto me fere o peito
Meu coração não é lamento, é só aperto
Chegará o momento em que jorrará de mim o efeito
Do amor que se criou por dentro
E não é defeito, e não é fim
É apenas assim, silêncio e o som do vão
Quantas fotos suas irão se passar por consolo
Meu pensamento pesa no travesseiro
E meu corpo adormece quase vivo
Estou mentindo pra mim mesma
Que ultimamente eu tenho tido um pouco de ti
Te tocar sem dedos, te sentir sem pele
Te ver em linhas de cores
Não é suficiente pra mim
Não faz sentido buscar no real
O que não se pode ter
Não faz sentido buscar no papel
A estória que não vou escrever
Nem sobre mim, nem sobre você
Mas quer saber
O teu sorriso continua lindo
E quando você olha de lado
Fico sem graça
Eu renasço como se fosse pra mim
Aquele sorriso bobo
E como se nas suas fotos
Morasse o motivo de eu continuar
Prometendo a mim um dia te ter
Mas você não sabe
E nem eu vou dizer
Kate Polladsky
Monday, December 29, 2008
Não quero iludir meu coração com sentimentos repentinos, mas sei que vai acontecer sempre e outra vez. Sem querer ser fraca mas já sendo, amarei tanto ou mais do que sempre amei. Amor é uma fraqueza, mas não é um fracasso. Não necessariamente. Em alguma brecha desse todo mora uma luz que me fortalece.
Não vou esperar que descubram minhas esperanças. Elas estão espalhadas por aí. Já estão em evidência.
Não vou forjar o momento. Ora, espere. Ou me erre.
Não vou, um monte de coisas. Não tenho porque me cobrar tanto, sei que não sou menos do que realmente sou.
KP
Friday, December 19, 2008
O que adianta é esquecer, deixar pra trás.
Houve aquele momento em que eu era ênfase.
Houve aquele instante em que eu te ganhava aos poucos.
Agora, nem palavras. Nem olhares. Nem presença.
Perde-se e morre toda e qualquer chance de que seu mundo
abrace o meu, e você beije meu rosto, beije minha boca, beije meu amor que ora cresce, ora despenca.
Perde-se e morre toda e qualquer chance de que você seja doce, delírio, motivo, casualidade, vida.
O querer se extende, entende?
Porém agora não adianta. Não mais.
O que adianta é esquecer.
Deixar pra trás.
KP
Thursday, December 18, 2008
Deveria ter me esforçado mais, deveria ser menos preguiçosa, deveria sim ter dado uma de doida e talvez assim, eu não estivesse chegado na reta final me perguntado o que eu deveria ter feito. Arrepender-se por não ter feito! Insegurança, desconfiança, fragilidade, frescura. Enfim. Quando a minha depressão natalina passar, espero aprender a falar mais o que consigo escrever melhor ainda, espero me confundir menos, espero me permitir não esperar tanto, e perder. Espero aprender a dar não, e a ser mais generosa comigo. Aprender a vangloriar menos as pessoas, elas vão sempre te decepcionar. Fazer mais amigos, muito mais amigos. Amizades fiéis, que me ligue de madrugada, sóbrio ou não, apenas pela confiança, conforto, saudade, vontade de falar com alguém que entenda e haja consideração. Amigos pra fofocar, conspirar, xingar, discutir, rir e casar as almas. Caso contrário, ter um cachorro seria mesmo o ideal. O espírito de natal é um tanto assombroso, sinto- me mais racional do que espirituosa. Depois passa, em algum momento eu me encontro. Ou penso que sim. Boas festas!
Monday, December 15, 2008
Um momento de surto.
Um puxão de orelha não
Um alguém que me puxe pela mão
Me abrace forte, me ataque a jugular com beijos
Me decodifique em um minuto de olhar, me alimente o mistério.
Vai saber se o que eu quero é simples, é cabível, é causável.
Dois corpos e uma parede
Muros jamais
Palavras de efeito
Aliança à física, aos místicos, aos corpos.
[O explicável, o crível, o desejável]
Não depender de momentos sãos
Ser o impulso desregrado e o sustentáculo
Um sorriso conquistado, nada absolutamente forçado.
Refazer-se espontaneamente melhor
Sonhar, sonhar muito.
De olhos fechados e abertos.
De posse do mundo, com os pés no chão
E o chão flutuante, uma ilha.
Vai saber se o que eu quero
É o apenas.
De novo a pele e o momento
A paciência com a inexperiente falha
O objeto desmaterializado em sentimentos
Cabelos lisos que escorrem entre os dedos
E dedos que se cruzam, se fecham para um destino em comum
Reafirmar-se num querer carnal, desmoralizar-se dos medos
Numa verdade própria, na criatividade em acordar a criatura
Com o poder do calafrio e do café quentinho
Com a magnitude do amor de pequenos atos
Somente a vontade de conhecer
Um e outro. Um ao outro. E seu respectivo querer
O que eu quero eu não conto cada
Conto para ir ao encontro
Vai saber...
KP
Uma certeza calada, viva, boba.
Não consigo saber do que se trata, e essa certeza me maltrata por dentro.
Eu não a quero? Não agora? Eu não a sinto, eu não a tento?
Perco todo o meu tempo revivendo dúvidas, eu não entendo.
Sinto como se tocasse, que na minha confusão mora um desejo.
Um desejo simples, dependente, meio louco e descrente.
Mas desejo é desejo. Aquela coisa que cresce quente e te imobiliza toda.
Que te faz refém em si mesma e não te deixa pensar.
A minha confusão me vandaliza por completo.
Será então que tudo se fundamenta num desejo incerto?
Kate Polladsky
Que eu não plantei a culpa, não tenho feito nada de errado.
Que desconheço sua doçura, sua atenção, sua pessoa.
E que canso. Finalmente canso.
E não te digo, porém me afasto.
Te perco de vista.
O trato que tenho comigo é o de não ser insistente e não mais adoecer de amor.
Sinto agora uma pontinha de dor, que tornar-se-à passado.
Eu que detesto passado também.
Enfim, passar bem.
KP
Friday, December 12, 2008
Minha seriedade se confunde com tristeza, vergonha, conveniência, mau-humor ou doença. Apenas sei ser cômica, irônica e sarcástica. Mas se precisar, aprendo a ser séria.
Wednesday, December 10, 2008
Mas chovem sobre mim e me apago por dentro.
Torno-me aquela sensação de quem sempre teve luz e a perde.
Indaga-se: O que aconteceu?
Torno-me breu.
E me rompo à pressão da água.
Torno-me fria.
Lavada.
Escorro na angústia deslizante de não saber aonde se vai.
E quando caio em restos e impurezas
Dou-me conta de que sempre volto
Ao fundo de mim onde me aqueço.
Let’s even say that she fears happiness and therefore will always be on the verge.
I’m afraid she’s not used to be loved, considered, wanted and such. It must be really strange and uncomfortable to have someone after her to give her shelter and a ride in paradise. She just sneaks out! What monster is that she sees all the time? Why can’t she be blind and accept the touch and the whispers instead? By trying to see the best, she’s living the worst. The best might be blurry now, but it’s there. And I find no way to open her eyes. Maybe she’s in pain, in a real pain, I don’t know. I am. I say, I understand her. I need her. But she doesn’t know what it’s like to need. With body, heart and soul. All together burning in the same hurry. How dare you love to be so slow?
Dependo dos meus erros pra viver.
Dependo de toda essa imperfeição que me dói e me ensina.
Kate Polladsky
A terminar com eu te amo
No meio termo, não sei o que escondo.
Se é vivo ou se resistirá até o fim.
Espero que não morra dentro de minhas mortes.
Espero que dure o suficiente
Para que eu não tenha mais que pedir desculpas.
Por enquanto, me desculpe.
Eu te amo.
Kate Polladsky
Tuesday, December 09, 2008
Thursday, December 04, 2008
Quando sua dor é meio fome. Que embora seja sua, por dentro ela te come. Aí você já não a alimenta mais.
Quando você se apaixona e acha que ama. Aí a paixão te engana, e então por isso você já não sabe se amará mais.
Quando você acende uma luz dentro de si mesma, e vem alguém que não te conhece, te anoitece. Aí você já se perdeu demais.
Quando por fim, você acorda e vê que tantas horas felizes já não são tão felizes agora. Aí você vai embora e leva um vazio a mais.
Kate Polladsky
Wednesday, December 03, 2008
Monday, December 01, 2008
Você não presta atenção ao que sinto. Nem mesmo eu, presto pro que sinto. Sinto-me pretensiosa, quanto atrevimento sentir tudo isso. Chega a pesar, a pender meu coração; uma laranja, meio azeda, meio doce. Indecisa do gosto que tem, por tua causa, fica lá pendurada. A casca respira, o interior cresce forte sem saber do que nasceu, sem saber do que vai morrer. E um dia, eu sei que poderá apodrecer na dúvida; por não fazer sentido. É bem esta, a natureza do que sinto. Mas eu demonstro esse monstro tonto. Amor idiotizado no seu tanto faz. Você é distraído demais. Indiferente demais. É demais pra mim. Se sentisse o que eu sinto, sentiria-se pouco importante, impotente, imperfeito e impertinente. Faço papel de sentinela, boba e esperançosa. Esperando que você sinta algo por mim, nem que seja um sinto muito. Nem que seja, eu não sinto nada por você.
[Kate Polladsky]
Uma palavra para significar,
Um sentimento pra entender,
Uma vontade de saber,
Era uma vez eu e você...

