Tuesday, July 07, 2009
Ainda que eu seja alguém sem princípios.
Especialmente para com o amor.
Gosto dele quando desfalece dentro de mim
Sem que eu perceba quando se esvai
E toda química que me tomava
Já não era ácida, não me corroía
Não me acidentava, a queda constante
Os cortes em pedaços do coração
No meu peito lavado, que outrora
Sofria o desgraçado.
Agora, balelea.
Eu te amo, mas não acredito nisso.
O amor me assiste feito novela
Choro lágrimas de crocodilo por ela.
Eu estou testando a minha resistência
A duras penas, pelas coisas que penso
E eu sei que penso só. É tenso.
Mas quero me conter, quero rédeas
Você é minha tragédia
E sou a sua comédia
Rirei da dor shakespeareana
Regra nenhuma cede
Sede vós a minha sede!
Que eu bebo, engasgo
E tomo o ar nos pulmões novamente
Até que eu volte a me saciar contente
Com outro amor, outra liberdade disfarçada
Ah eu me sinto livre por te amar!
Mas tudo me prende a você!
É farça, de uma força enorme
Que a gente aguenta, tenta
E toma na cara.
Até a próxima, meu bem
Quando a gente se apaixonar
E eu me arrepender
Vai ser bom enquanto não doer
É que até então você ainda é meu vício
Anestesia tudo, rio do mundo
E não sinto pena de mim.
Sinto apenas quando o efeito passa
E você me pesa, me sufoca, me ataca
Até que eu morra de graça
Que ódio! Que nada...
Vai passar. Eu já amei novamente
Mas não amei diferente ainda
Será que há outra maneira? Será?
Se tudo parte do mesmo princípio
Que o amor cega, e paralisa a mente
É biologicamente inviável, mas é reversível
Eu não tiro a razão do amor
Mas o amor sim, tira a nossa razão
Prova de que o amor não é justo
Mas é justamente isso!
Eu assim como o amor,
Sou alguém sem princípios.
Kate Polladsky
Sunday, July 05, 2009
Tuesday, June 30, 2009
Sem fim; sem razão; sem pétala, apenas um esboço firme do coração – Eu vi o inacabado acabar comigo. A corda bamba que me sustentava rompeu-se, e com ela mesma fui enforcada. Não doeu, não doeu nada. Eu apenas morri por aquele instante, mais um importante. Que não valeu nada. Sinceramente, que parede macia a que eu bati a cara. Queria pulso firme, e o mais duro desfecho. O que eu merecia? Fala. É somente quando nada mais funciona, quando se perde o passo, o pensamento, a paciência e o passar do tempo já deixou sua marca. A sua vida para. E pede por um adeus. Pelo significado que eu te dava. Aqui jaz. Amor? Mandei às favas.
É tarde pra umas coisas.
Pra outras é tarde demais.
E pra outras ainda, já vou tarde.
Kate Polladsky.
Nunca tive relacionamentos.
Só minutos de felicidade.
Agora quero horas, dias, meses, anos e uma vida inteira.
Kate Polladsky
Monday, June 29, 2009
E como quem já não tinha nada.
Perdeu algo mais.
Perdeu-se ou deu-se por perdida.
Um passo atrás em ida.
Alguém a viu ser feliz enquanto
Fugia pela porta de saída?
Alguém a viu enquanto sorria
Se ela não chorava por dentro ou não morria?
Faltando pedaços, contornos e continuações
Alguém a avise da sua vida errada
Se ela já não podia, já não devia, já não queria
Foi tentando assim, sonhando sim
Sendo quem quer que seria
Não se sabe o que se ganha com isso
Ela que já amarelou se é que amaria
Como é que ela diria...
Ficaria calada, é ficaria.
É como quem já não tinha nada
E se preparava para não ter algo mais
Faria sempre por onde merecer o melhor
E então, perderia.
KP
You are. You Just don't know it yet.
Kate Polladsky.
Sunday, June 21, 2009
Desconcertantemente só?
Como você pode terminar assim
As palavras antes mesmo que eu me importe
Às vezes é muito mais fácil me desprender
É muito menos fácil eu entender
Mas com você é tudo ao contrário
Como pode, tanto tempo sem te ver
Você que sempre cumpre seus horários
Eu já nem sei o que é um dia normal
E quase achei que tinha que ter você aqui
Praquelas conversas bobas coisa e tal
Também pensei que pensava mas não
Eu só te amava
Então de hoje em diante eu estou mal
Às vezes é tão raro
Tão raro não é às vezes
Às vezes eu reparo
Reparando as vezes
Que você se olha no espelho e sorri
Parece a até mesmo que me ama
Parece até mesmo que me quer
Quando até o seu cabelo está melhor
Do que realmente é
E depois de muitos nãos me sai um sim
São coisas que me fazem desistir
De ter controle e fim
Tudo bem, eu finalmente vi
Você é bem mais do que eu queria ter
Até além do que meus olhos podem ver
E assim, não gosto quando você duvida
Que eu volto sempre ao mesmo ponto de partida
Só pra lembrar, isso que está dentro de mim
Já que se espalha na minha vida, me diga
Como você pode me deixar assim?
KP
Friday, June 19, 2009
Tuesday, June 16, 2009
Não sei, talvez seja a continuação de algo novo.
Momento em que estou bem, apenas porque parei algumas coisas,desisti de outras,
Livrei-me de tanto que daria pra pôr num livro de levezas e densidades.
Nessa idade, eu me rendo.
Não quero perder tanto tempo sem retorno.
Continuo teimando, conduzindo meus passos errados, na contramão, pegando carona, pagando caro, e apreciando a vista de vento suave ou ventania.
Torcendo pra que essa mania nunca se acabe, que o prazer quase demore e no fim de tudo se solidifique.
Eu amei muito, num passado contínuo, com uma dor maldita, uma vitória malfeita e um final mal acabado.
Mas uma hora eu virei as costas, a página, o jogo.
Não entendo o uso dos por quês.
Não tenho porque me explicar ou me estender tanto.
Pessoas diferentes me fizeram sentir diferente, sem muita diferença. Ainda estou por decidir se terceiros manipulam o que sinto ou se minhas reações são mesmo tão sensíveis à luz que cada um emite na minha vida.
Ainda estou por decidir se vivi por isso ou se, por isso, vivi.
Hoje eu assumi o impensável. Sem respostas, sem perguntas, cem milhões de controles dispensáveis.
Eu só precisava sair e respirar.
Precisava ver de tudo, sem tanto o que enxergar. Há vezes em que faz bem cegar-se do mundo.
Considero-me vivida por uma brevidade.
Falei loucuras, falhei horrores, fingi na hora de rir e com uma palavra fiz pessoas mais felizes do que sempre fui.
É verdade que tudo isso se espalha no tempo, são partículas aleatórias.
Mas honestamente, o meu saldo tem sido muito positivo.
E hoje, não é uma exceção.
Kate Polladsky
Seems to finally quiet down.
Go with the flow says the song
I may just close my eyes and move along
I may just forget it and let it go
Learning the hardest way
Tasting the bitter tastes
But it’s when I find myself amongst the waste
I paid the price many many times
Now I rest my bones and feel the vibe
Silly heart will have to wait
Sober heart will have to make
You got me there lost in the crowd
Dancing between the sweet and salt
Let the machines work it out
Better, it’s much better if it loud
I don’t really mind
At times I really gotta loose
But the engines inside myself
Won’t stop my moves
And I see tomorrow rising from my health
It is not just a matter of faith
But it’s fair enough to face
All the things I want, on my own pace.
Kate Polladsky
Tuesday, June 09, 2009
Não sei bem em que estado se encontra o que sinto agora. Por mim, vou lhes ser sincera, já teria inibido ou sufocado tudo isso, se conseguisse. Até que definhasse e o passado consumisse. Tenho ficado bem, tenho me cuidado ainda que não pensasse em levar a sério as suas palavras tão comuns quando de despedida: Se cuida. Parece-me frio e distante, uma passagem única com uma entrada só: apenas de saída. Acho que todos sabemos dizer adeus, mas não aprendo a ir embora, não sempre. Permaneço por um tempo, nutrida de expectativas que não me fazem crescer nem um pouco, apenas me mantém viva. Gostar muito de alguém parecia algo de insistente consciência, e agora perde a razão de ser. Vai desistindo de si mesma. Agora eu devo estar numa espécie de portal que ora consome e me repõe sentimentos, ou seriam neste momento apenas vontades? Na verdade, tanto faz. Não existe diferença, assim como não existiriam resultados. Foi quase sempre assim. O que eu sinto é suficiente pra ter comigo, mas nada faz crer que é suficiente para que eu leve adiante.
Kate Polladsky
My mind hosts you endlessly but my heart; it flames hardly and then fades.
I strange the advantage on it
Thinking of you as if it hydrated me all but kills me of hunger.
I won't have you, not ever.
And so, I feel like I wasn't made to love again.
Has love made me empty in a sudden, so the pain has a place to fill?
It comes as a cuddle and delusion, for the reason of tying me all
Tighter as it should be, allow me to choke once again
And makes it lame to feels these feelings
Takes too much time, takes a lot of me, and takes me to nowhere. Really
Letting me aware I'm nothing or no one able to fight against
Except when the days overcome
Time has to be the only way to fix it
When my mind corrupts my heart
When I'm not in fire nor is it gone.
KP
Saturday, June 06, 2009
Tuesday, June 02, 2009
All those things I ridiculously love and never had.
KP
Monday, June 01, 2009
Sunday, May 17, 2009
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Thursday, May 14, 2009
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Tuesday, May 12, 2009
Que chova, que chova tudo o que lhes for de direito agora.
Eu vou sentar sobre meus pensamentos e também no chão.
Acenderei um cigarro, será que isso me acalma?
No lado oposto do meu obscuro desconheço o que você ilumina.
Não está longe, mas sim tão perto que me cega.
E agora envolvida no cheiro seco, de cravo ou sei lá, canela,
Eu tocaria uma música ou martelaria os dedos no aço estendido
Sobretudo, eu não sei mais distinguir entre o que soa bem e o que soa mal.
Portanto melhor é quando apenas sinto, e isto é tão quente que esfumaça,
Aqui presente em mais um trago.
Há dias que tento fazer coisas que qualquer um faria
Mas no entanto, faço o que apenas esforço
Em tentar esquecer quem deveria
Apagar de mim, empurrar contra o cinzeiro
Percebo apenas o deboche da tempestade
Que apaga o mundo lá fora quando chove
Ainda continuam acesos, você, o cigarro e a saudade.
KP
Monday, May 11, 2009
Saturday, May 09, 2009
Monday, April 27, 2009
[Ideologicamente um desabafo.]
Castigar-lhe-ão por ser quem sois de corpo, alma e coração.
Colocar-te-ão camisas de força: que louco é este, livre por dentro, com as respostas que precisa para ser feliz; mas acorrentado ao mundo que o faz perguntas, nada lhes preenche e nada lhes diz? Apontar-te-ão o dedo na cara, julgar-te-ão por qualquer triz. Ensinaram-te a andar, a comer, a se vestir. Ensinaram-te como se portar, como falar, como pensar, como aceitar o inaceitável. Ensinaram-te sobre Deus, e sobre homens. Ensinaram-te que não é quem és, mas sim quem deve ser. Não é assim?Batizaram-te com um nome qualquer, sobre o qual jamais teve escolha, mas apenas para que o encontrem na multidão. Criticar-te-ão sobre seus desejos, sonhos, idéias e amores. Até mesmo aqueles que disseram amar-te sempre, jamais o conheceram nem jamais o conhecerão; apenas porque não permitiram conhecer a si mesmos antes de tudo; apenas porque seguiram regras, aceitaram-se sempre mais sociais do que pessoais. Mas ouça: Se isto o fizer feliz, permita-se. Seja este louco que és por não ser demasiado outrem. Não castigue a si mesmo por pecados que lhes impõem. E não se prenda demais a experiências alheias, dos que serão eternos aprendizes. Sede você o teu próprio caminho e a tua verdade os teus próprios passos.
Ensina aos outros quem és, pois eles apenas sabem quem deverias ser.
Kate Polladsky.
________
Confesso que penso em você como descanso, como fuga. Como encontro do meu ego, com o meu amor e lascívia. Eu penso em você como a lamparina que não pensa na noite antes de queimar, apenas queima por sua natureza, por iluminar sem que pense em como se extingue, sem que pense em seu pesar. Vá insidiar a minha mente, meu pequeno grande erro, que não canso de errar e prepara-me ciladas das quais não saio apenas pelo esforço de pensar. Agora tem a mim presa, em pele, beijo e olhar. E tem o meu coração sem arrimo, que se desespera no avesso de estar batendo e abatido. Confesso que sou só fuligem, mas ainda queimo como magma cuja sonoridade ecoa como cítara e se perde em poesia ou apenas no pousar de uma libélula, consegue ouvir-me pensando o que sinto? Pois se alastra feito lume e se multiplica ao cardume, depois se junta à vertigem que é o descanso e a fuga, com teu nome denotando pensamentos que enturvecem meu pensar.
Kate Polladsky
Thursday, April 23, 2009
Consigo abstrair e me proteger
Atrevo-me a pequenas vitórias
Uma que me cutuca, outra que me acorda, outra que me revela,
outra que me espanta, outra que me eleva...
E assim...
Sigo distraidamente sem tentar te esquecer
Aos poucos os meus sentidos vão se desprendendo de você
Vou eu, começando a aprender a não sentir
Como se as coisas jamais dessem certo
Exceto, matar meus sentimentos
Estes que involuntariamente acreditam
Que outra vez; o impossível ainda pode acontecer.
KP
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Tuesday, April 21, 2009
Como se fosse possível te esquecer, eu tenho tentado essa façanha há muito tempo. Entre altos e baixos, eu te deixei ir e não me deixei ir, nunca. Não sei que diferença faz. Você poderia estar comigo, ou não? Jamais? Por tantos questionamentos que faço, a resposta é sempre "e se...?" mas nunca o é. Porque eu nunca te questiono. Como se de alguma forma, você me pertencesse; apenas porque eu pertenço a você, de maneira louca e sub-entendida; é que há tanto espaço dentro de mim com teu nome. E com teu nome em meus escritos, em minha boca; fica tudo tão claro que nem o pronuncio, nem o escrevo. Mas sabem, todos os milímetros de mim sabem que eu te amo. Todos os estranhos que me estranham ao seu lado, sabem que eu te amo. E você sabe, mas também estranha. E assim como eu, finge que não. Finge que nos conhecemos também. Será que conhecemos quando fingimos? Como se fosse possível esquecer sua atitude e minha reação, como se fosse possível construir um determinado momento novamente e segurá-lo forte para que continue, como se fizesse sentido. Mas há apenas um sentido nisso tudo, e parte de mim. Sou eu que não consigo te esquecer. Sou eu que finjo sentido em tudo. Sou eu quem não te deixa ir, nunca. E eu tenho conseguido essa façanha a muito tempo. É que há tanto espaço dentro de mim com o teu nome, que já nem questiono. Tenho medo de que meu coração não se reconheça sem você, e já não saiba mais fingir que me mantém viva.
Kate Polladsky
E quando sai eu penso se não estou a um passo de te perder, se é tarde demais pra te dizer ou se eu deveria de alguma forma fazer parte de você, por essa coisa conturbada que me parece o seu mundo. Quando você sai, eu sei que é para não pensar. Mas fico eu, pensando se está bem, quando vai voltar e que novidade arrasadora me espera. Penso como amiga porém sinto como tola apaixonada e meu instinto louco de querer te cuidar, te proteger, te ver bem...Esse instinto se volta contra mim, porque eu sei que quando você sai quer estar a perigo mesmo, quer ser livre e que se danem os sentimentos. Aí eu sei que quase adoeço. Por que é tão difícil não sofrer quando você sai? Mas quando volta e está tudo sob controle, então eu te amo mais. Agradeço e sinto que não te perdi por mais um fio.
Kate Polladsky
Friday, April 17, 2009
Monday, March 30, 2009
I know you’ve got the instinct to survive through your doubts.
This might be my way of thinking you will be fine.
And blindly I’ve put my soul by your side
Just go on and take the shine out of the dark
I know you dare even if it they tell you not to.
This might be one of the reasons why I adore you
And I cover you all with my thoughts.
[Kate Polladsky]
Sunday, March 29, 2009
Thursday, March 26, 2009
Wednesday, March 25, 2009
KP
Monday, March 23, 2009
Sunday, March 22, 2009
Sabe quando aquela conversa se extende, ela realmente rende demais.
E as outras conversas, pendem. Em outras palavras, são deixadas pra trás.
Você simplesmente sabe quando ela te ignora. As suas palavras não são lembradas, as suas perguntas já não conquistam respostas e toda subjetividade contextualizada é tratada como amostra. Objetiva e materializada. Você simplesmente sabe quando há outra pessoa na jogada. Basta comentar a favor; nada do que você disser, nem mesmo uma vírgula será ignorada.
E você simplesmente sabe quando ela dá início a outro início. Porque ela acaba sendo todo torpor.
Kate Polladsky
Fecha os olhos. Vê o que eu vejo? Venta forte, e te falta o abraço. Segurando forte dentro de si isso tudo que o tempo vai rasgando, e pesando nos braços do seu coração. Mas ainda não te falei do quanto vale a vista lá do alto. Quando se mora sempre abaixo do que pode se tornar maior. Esse amor vai te engolindo e ao invés de te proteger e te mostrar pros olhos certos, apaga as luzes ao teu redor, esse amor não tem dó porque não é amor. Fecha os olhos e veja o que eu vejo. A quem quer enganar, se é o teu desejo que te engana. Assim não se faz primavera. A pessoa certa poderia ser ele, poderia ser ela. Mas neste momento a única pessoa certa, amando pessoas erradas, é você. Isso é o claro no escuro, não é preciso fachada. Mas só você não vê. Aconteça o que acontecer, não terá volta isso de abrir mão das suas idas. Saiba que quem quer que esteja te tomando, não te cuidará, não se importará tanto assim. Saiba que quem quer que nasça todos os dias mais forte no teu peito, não vai te completar, mas vai te faltar espaço pra crescer, e vai te faltar ar. Por que então querer fazer de tudo pra conservar o impossível? Lá fora possivelmente estão muitas pessoas que te farão diferença, e quebrarão a tua sentença auto-imposta. Supostamente a resposta, não é se fechar em torno de um único ser de luz duvidosa. Se esse único ser já te consumiu a luz de mil sóis. E então, não continua só? Somente inventando lembranças, ignorando os nós que não se cansam de amarrar seus pés a um caminho sem destino. Você vale mais, e não vale a pena tratar seus sentimentos como lenda. Não ainda, não ande pensando demais. Quem quer que esteja viciando os teus dias, não está se importando com a sua presença ou a sua ausência. Estar sempre lá não é bem a sua conquista. Basta saber que ainda que vente forte contra você, dá para abrir os olhos e ver que era só dar as costas e mudar a rota. Agora te empurra pra frente o que te paralisava. Se finalmente vir o que eu vejo, abraça. E segura forte dentro de você.
Kate Polladsky.
Thursday, March 19, 2009
Aprende-se a dançar nesse ritmo de passividade?
Minha paciência pesa enquanto penso na vontade
Que é extrapolar todas as linhas limítrofes riscadas no chão
Assim não. Desvio uma vez ou outra
Queria dizer que não fujo da razão, mas quer saber.
Meu coração tem razão. Quando diz que te gosto
E isso tem estado um tanto out of control.
Eu sei que sim, que alguma coisa mudou.
Esbarrei em amor, em paixão, em afinidade
E notei o quão diferente somos.
Mas aí fui deixando, que diferença faz a diferença
Quando se gosta de verdade?
Aprende-se a dançar nesse ritmo de passividade?
Estou passando a ver as coisas por um ângulo mais realista
Não que a realidade signifique a verdade
As linhas limítrofes só existem inteiramente pela metade
Sequer sabe pra que lado se divide
No chão pisam todos os pés, que são iguais, mas carregam mundos distintos
O meu pode ser melhor ou pior
Pode ser mais vivo ou mais extinto
Da mesma forma que morre, vai existindo
E eu não resisto em dizer o que sinto
Que aprendi a dançar uns passinhos novos
Quer eu goste de dançar ou não
De você eu gosto mesmo
Estou passando por tudo isso pra te ter
Pode ser?
Kate Polladsky
Tuesday, March 17, 2009
I oughta start from the scratch.
So much time wasted.
All I need is to meet the maker.
To be taught, to be taken, to be totally faded.
By experience, all I’ve tried to reach, all I’ve tried to find.
Ended in nowhere road.
It was right there, it’s what I ever wanted.
But for me: no matches found.
Tomorrow has another name.
And it’s waiting for my move.
I foresee until where it may stretch
And I oughta start from the scratch.
KP
Sunday, March 15, 2009
Friday, March 13, 2009
Tuesday, March 10, 2009
Antes disso, adormeço.
E não me recordo do quanto gostei de outrem.
Ontem mesmo esqueci.
Depois que apaguei a luz, só consegui te ver.
E nessa cegueira firme do que sinto não me resta mais nada.
É despertar para tudo isso que me renova, e acordar pra você.
KP
Como se eu me rendesse um pouco a cada dia. E a força cessasse. Como se desse e houvessem saídas à vontade. E se eu quisesse sentir a brisa de tudo que reside somente à beira do precipício. Eu iria até lá com o pensamento em você. E ao cair desse mundo postiço, levaria a verdade que é ter te amado como um vício. Um pouco mais a cada queda. Mais passos sobre um chão que me pesa. Como se colocasse um fim em tudo isso. Mas a saudade, a saudade é sempre um início.
- Kate Polladsky
Monday, March 09, 2009
Mas desfaço-me deste semblante de tristeza
Torno-me branco, quase véu.
Para lhe agradar ou apenas pela paz
Do que sinto por você.
Abro mão do meu azul quase céu.
Para me prender a algum triz
Um concha branca perdida no aquário
oceânico, para ver o que me diz.
Conheço a minha grandeza fria de ser
Mas desfaço-me da névoa que impede
minha vista à tua luz
Torno-me límpida, clara-ainda que reticente.
Para esfriar a dor que é não te ter
Ou apenas pelo calor
Do que sinto por você.
Kate Polladsky
Se as tuas palavras me faltam com a verdade, o que eu posso dizer?
Você já não me surpreende - calada fico.
Vejo você se perder de nós porque quer - apenas fito.
Houveram momentos que o tempo não dissolve.
Houveram erros que o seu lamento não resolve.
Já não pertenço ao que você pensa que é certo.
Já não mereço o que você pensa que é melhor.
Se o que você quer ver não é o que sou, o que eu posso fazer?
Se lhe incomoda quando eu falo ou silencio, o que eu posso dizer?
Um esforço enorme da minha parte pra te completar
Pedaços cada vez mais soltos do meu coração pra você brincar
Pra terminar, escolho não esperar mais nada de você.
Um elo simples, independente e duradouro
Que os seus sentimentos se desviem dos meus
Porque funcionaria apenas ludicamente
Nada seria mais como costumava ser
É assim que as coisas são
E não há nada que se possa fazer.
KP
Friday, February 27, 2009
Seria uma maneira de encurtar caminhos.
A felicidade bateu no seu mundo e fez tremer o meu.
Eu sei que é assim que estão as coisas nesse momento
Mundo nenhum foi criado para que coubesse a mim e você juntos.
Ou nasce o seu, ou morre o meu.
Uma escolha quer estivesse certa ou errada
Afastou-me do que sempre conheci de mim, por você.
E não sei bem no que deu. Ou o que adiantou.
No fim, sinto profundo orgulho de ter conquistado algo ontem que se perdeu hoje ou silenciou-se de tal forma que nada me faria encontrá-la de novo.
O momento passou. Palavra nenhuma o traria de volta.
Palavras cansam, eu sei. Por isso encurtá-las.
Mas agora o que eu queria mesmo era cortá-las de mim.
As palavras certas, as melhores do que sinto.
Plantá-las em você, e resguardar-me à sombra do que crescer em silêncio.
Thursday, February 26, 2009
Wednesday, February 25, 2009
Tuesday, February 17, 2009
Que maneira a sua de malear meu mundo. Sabe que depois de maldar meu peito, de inventar inverno e fazer de tudo pra que tudo não faça mais sentido, eu te vejo e nascem flores nos espinhos seus onde me machuquei. Lindo então ver que até tua cor já mudou e imaginar se teu sabor brota de damasqueiros como nenhuma fruta rósea já o fez; veria que eu não fui capaz de te sombrear nem de te buscar no teu próprio jardim. Me desculpe... Porque não te peguei pela mão a tempo e fui acudir meu coração, como se assim não me arrependesse jamais de ter sido feliz no escuro. Trouxe-me uma vez pra perto do teu olimpo, mas agora longe de tudo que conquistei, eu não sei se terei mais sossego. Silencio e tem som de lamento o meu silêncio; se soubesse. Não sei se recebeu de mim o suficiente, não sei de absolutamente mais nada que possa te deixar contente; e isso é tão angustiante quanto me prender a uma ilha e te ver partir com a cidade inteira a teus pés. Você é sim o dano que escolhi pra mim. Significa o pilar que me sustenta e me soterra. Sentimentos sobre sentimentos; pesa demais e enfraquece a luz. Já não consigo escrever, ou não posso. Já não consigo não gostar de você. Ou não posso.
Saturday, February 14, 2009
Wednesday, February 11, 2009
Monday, February 09, 2009
Eu te olhei, sem querer ver nada e foi mais significativo do que todos aqueles momentos pensados que já tive. Gastei palavras, inventei idéias, fiz o que pude dos meus dias insanos. Vem você me tirar pra dançar sem que eu soubesse que passos dar? E juntos construímos uma caminhada que não me cansa.
Porque eu parei de me questionar sobre tantas coisas apenas por ser você a minha única certeza. Tão cedo eu acreditei que não conseguiria mais acertar e já não sabia o que valeria a pena. Agora, ainda que tardiamente, eu sei. Tem tanta beleza nas tuas bobagens, tanto de mim nas tuas criancices; tanto que não sei o que é suficiente com você, porque te quero mais. E não quero mais nada ou mais ninguém. Você segura meu mundo enquanto pensa que apenas segura a minha mão. Nada é realmente complicado ou frustrante ao seu lado. E quando te vejo frágil, até esqueço as minhas fraquezas; porque me faz querer ser fortaleza e te proteger. Saber como você pensa ou como você faz nunca me preocupou. Eu sei que de uma forma ou de outra, você me surpreende. Mas quanto à sua previsibilidade amor, a ela eu me rendo. Porque não encontro nada em ti que não me complete. E te perder é algo que não me compete. Entende?
Sunday, February 08, 2009
Friday, February 06, 2009
-E jamais acreditarei de novo.
-E jamais confiarei de novo.
- Jamais algo novo acontecerá entre nós.
- Dá-se um nó.
- Para sempre.
KP
- Não me completa.
As pessoas, os lugares, as coisas. Esse momento, esse dia, esse clima de indiferença.
Os apegos, as vontades, os interesses. Não os tenho mais. Nada me completa. Nem mesmo este vazio. Já nem sinto que existo. Sentir-se um tanto faz é cansativo. Se fico em casa ou se saio, se encontro amigos ou família, se vivo de obrigações ou preguiça, se invento ou repito. Apenas sinto que não tenho nada. Um cansaço sem fundamento. Enjôo. Vivo apenas a conveniência e o acaso. Não finjo nem sou. Não concordo ou discordo e sempre termino o que sinto com “enfim”...
KP
Saturday, January 31, 2009
Livrar-se do conto de fadas. Imediatamente após o tudo reduzir-se a nada e o significante ter passado a fazer sentido em sua vida. Ver que a vitória não corresponde ao conjunto de tentativas. E agora? O bem que faz ter senso do ridículo. O ar que é ter amor próprio. E o passado era apenas um sonho. E a tua vontade era uma linha tênue que no fim nada tecia; nada amarrava; nada era tudo aquilo que completava o ciclo dos passos que dava. Mas afinal para onde ia? Que felicidade estranha era essa que queria? Essa que estranhamente não te pertencia. Não era?
KATE POLLADSKY
Wednesday, January 28, 2009
Saturday, January 24, 2009
Tudo em mim se encontra devagar
Mas se você tem pressa em saber
Até quando te amar
Digo que vôo lentamente
Passando pelo precipício que é estar
Sobre amando e sub amando
Com sentimentos que me cortam as asas
E sentimentos que me fazem livre
Sei que estou passando
Pelas coisas que tenho que passar
E ainda que esteja de passagem
Aproveito a viagem
Porque não sei se o amor que de mim parte
Vai voltar.
[Kate Polladsky]
Tuesday, January 20, 2009
Saturday, January 17, 2009
Wednesday, January 14, 2009
Desculpas pra voltar
Mil desculpas por ir tão longe sem você.
E se somos o espelho um do outro
Deve haver em algum lugar a minha transparência
Ou eu já não sei o que reflete sobre mim e lhe atinge
Sem votos de engano
Não perca suas noites de sono
Eu estou bem aqui e o meu aqui não finge
Mas espere até o sol nascer de novo
Há dias em que brilho, há dias meus de escuridão
Desculpas pra fugir
Desculpas pra voltar
E segurar firme a sua mão
Mil desculpas por te fazer pensar
Que qualquer movimento meu fora em vão.
KP
Friday, January 09, 2009
Que não há na sub pele o vício?
Vai me dizer que não é frio todo o espaço entre o teu calcanhar e o meu?
Vai me dizer que ao iniciar em você, não terminava em mim?
Que ao renunciar o chão, não me procurou flutuante e livre?
Vai me dizer que o teu equilíbrio não repousa nas minhas arestas?
Que não deixaria cair seu corpo quente no meu infinito?
Que a minha presença não arde?
Vai me dizer que não sou teu litoral, o sopro na tua ferida?
Vai me dizer tantos eteceteras que não te deixarão dormir?
Que nunca fez a tamanha loucura de mensurar o seu amor ou o meu?
Vai me dizer que depois de tantas idas e palavras mal ditas, não passou pela sua cabeça dizer a mim adeus?
Que o seu beijo não se rende ao meu?
Sem o mínimo esforço, apenas o alvoroço e o momento.
Vai me dizer o que já sei? Sei que me calo e aguento um pouco mais.
Saber os porquês não me interessa, não me completa.
O que me completa é o tanto faz.
Vai me dizer que não sabia?
Que eu já senti o sabor da suas façanhas há muito tempo atrás?
Que eu já cansei de tratar meus sonhos como meras vontades?
O que me completa afinal, é que eu não preciso de verdades.
Apenas não ter que duvidar, em instante algum.
Vai me dizer que não sabia?
KP
Wednesday, January 07, 2009
Com todas as forças que tinha.
Amou-a contando com o silêncio em que cabia.
E amou seu universo inteiro:
Seus amigos, sua sombra, seus passos, seus arredores,
sua imagem.
Tanto faz como a amou.
Nem sabia de onde vinha tudo.
Mas no seu amor continha do mais nobre sentimento
Ao carnal desejo de se perder naquele sonho.
Sonho...
Amou-a tanto.
Como apenas em sonho pode fazê-lo.
Amou-a com dor, sim. E com zelo.
Para que não sofresse como sofria.
Para que não houvesse nenhum arranhão
E não se desgastasse entre os dias.
Amou-a tanto...
Tanto quanto podia.
Kate Polladsky
Monday, January 05, 2009
O seu jeito doce ou amargo. Se me imenda ou me desconcerta. Se implica ou me completa. Traço, ponto, partes suas. Não me incomoda, não me interessa. O seu todo ou fragmento. Contrói as pontes que se seguem aqui dentro. E se é dentro de mim que moro, por sua causa. Digo, que me aprisiono em amor latente. Com toda a expectativa e medo. De perder cada detalhe, cada movimento. Vou te amando aos poucos. Te amando muito. [Definitivamente].
Kate Polladsky
