Tuesday, July 07, 2009

Tudo parte do princípio de que eu te amo.
Ainda que eu seja alguém sem princípios.
Especialmente para com o amor.
Gosto dele quando desfalece dentro de mim
Sem que eu perceba quando se esvai
E toda química que me tomava
Já não era ácida, não me corroía
Não me acidentava, a queda constante
Os cortes em pedaços do coração
No meu peito lavado, que outrora
Sofria o desgraçado.
Agora, balelea.
Eu te amo, mas não acredito nisso.
O amor me assiste feito novela
Choro lágrimas de crocodilo por ela.
Eu estou testando a minha resistência
A duras penas, pelas coisas que penso
E eu sei que penso só. É tenso.
Mas quero me conter, quero rédeas
Você é minha tragédia
E sou a sua comédia
Rirei da dor shakespeareana
Regra nenhuma cede
Sede vós a minha sede!
Que eu bebo, engasgo
E tomo o ar nos pulmões novamente
Até que eu volte a me saciar contente
Com outro amor, outra liberdade disfarçada
Ah eu me sinto livre por te amar!
Mas tudo me prende a você!
É farça, de uma força enorme
Que a gente aguenta, tenta
E toma na cara.
Até a próxima, meu bem
Quando a gente se apaixonar
E eu me arrepender
Vai ser bom enquanto não doer
É que até então você ainda é meu vício
Anestesia tudo, rio do mundo
E não sinto pena de mim.
Sinto apenas quando o efeito passa
E você me pesa, me sufoca, me ataca
Até que eu morra de graça
Que ódio! Que nada...
Vai passar. Eu já amei novamente
Mas não amei diferente ainda
Será que há outra maneira? Será?
Se tudo parte do mesmo princípio
Que o amor cega, e paralisa a mente
É biologicamente inviável, mas é reversível
Eu não tiro a razão do amor
Mas o amor sim, tira a nossa razão
Prova de que o amor não é justo
Mas é justamente isso!
Eu assim como o amor,
Sou alguém sem princípios.



Kate Polladsky


Sunday, July 05, 2009

O que foi que eu fiz, comparado ao que você fez?
O que me importa as dores ou despeito
Entre o seu sentimento que me engana
E o meu sentimento que te engana
Concluí o mais simples de tudo isso
Eu te amo tanto quanto você me ama.
KP

Tuesday, June 30, 2009

Nem mesmo as pessoas próximas são tão próximas assim. As mais fiéis, mentem. As mais queridas, desmerecem. As mais bem vindas saem. Nem mesmo os mais merecedores ganham. Os mais responsáveis servem. Os mais esperados ficam. Nem mesmo eu acreditei no que vi, vivi e senti. Depois de ter passado por pessoas e pessoas notei que a maior parte delas passou por mim apenas para virarem passado. Outras continuam, não como sempre foram. Menos reconhecíveis. Algumas menos admiráveis. Que deram com uma mão e tiraram com a outra. Nem mesmo eu, sei em quais confiar. Para uns confio o corpo, para outros o coração, para poucos confio a minha alma. Para mim, confio tudo o que sou. É o mais próximo que chego de cada um de nós.
KP

Sem fim; sem razão; sem pétala, apenas um esboço firme do coração – Eu vi o inacabado acabar comigo. A corda bamba que me sustentava rompeu-se, e com ela mesma fui enforcada. Não doeu, não doeu nada. Eu apenas morri por aquele instante, mais um importante. Que não valeu nada. Sinceramente, que parede macia a que eu bati a cara. Queria pulso firme, e o mais duro desfecho. O que eu merecia? Fala. É somente quando nada mais funciona, quando se perde o passo, o pensamento, a paciência e o passar do tempo já deixou sua marca. A sua vida para. E pede por um adeus. Pelo significado que eu te dava. Aqui jaz. Amor? Mandei às favas.


É tarde pra umas coisas.
Pra outras é tarde demais.
E pra outras ainda, já vou tarde.



Kate Polladsky.

Com os relacionamentos anteriores aprendi:
Nunca tive relacionamentos.
Só minutos de felicidade.
Agora quero horas, dias, meses, anos e uma vida inteira.


Kate Polladsky

Monday, June 29, 2009

E como quem já não tinha nada.

Perdeu algo mais.

Perdeu-se ou deu-se por perdida.

Um passo atrás em ida.

Alguém a viu ser feliz enquanto

Fugia pela porta de saída?

Alguém a viu enquanto sorria

Se ela não chorava por dentro ou não morria?

Faltando pedaços, contornos e continuações

Alguém a avise da sua vida errada

Se ela já não podia, já não devia, já não queria

Foi tentando assim, sonhando sim

Sendo quem quer que seria

Não se sabe o que se ganha com isso

Ela que já amarelou se é que amaria

Como é que ela diria...

Ficaria calada, é ficaria.

É como quem já não tinha nada

E se preparava para não ter algo mais

Faria sempre por onde merecer o melhor

E então, perderia.


 


 


 

KP

You are. You Just don't know it yet.


 


 


 

Kate Polladsky.

Sunday, June 21, 2009

Como você pode me deixar assim?
Desconcertantemente só?
Como você pode terminar assim
As palavras antes mesmo que eu me importe
Às vezes é muito mais fácil me desprender
É muito menos fácil eu entender
Mas com você é tudo ao contrário
Como pode, tanto tempo sem te ver
Você que sempre cumpre seus horários
Eu já nem sei o que é um dia normal
E quase achei que tinha que ter você aqui
Praquelas conversas bobas coisa e tal
Também pensei que pensava mas não
Eu só te amava
Então de hoje em diante eu estou mal
Às vezes é tão raro
Tão raro não é às vezes
Às vezes eu reparo
Reparando as vezes
Que você se olha no espelho e sorri
Parece a até mesmo que me ama
Parece até mesmo que me quer
Quando até o seu cabelo está melhor
Do que realmente é
E depois de muitos nãos me sai um sim
São coisas que me fazem desistir
De ter controle e fim
Tudo bem, eu finalmente vi
Você é bem mais do que eu queria ter
Até além do que meus olhos podem ver
E assim, não gosto quando você duvida
Que eu volto sempre ao mesmo ponto de partida
Só pra lembrar, isso que está dentro de mim
Já que se espalha na minha vida, me diga
Como você pode me deixar assim?



KP

Friday, June 19, 2009

Nada absolutamente me pertence desde o dia em que você parou de frente aos meus olhos, numa sala, num corredor, num pátio, numa ida e vinda qualquer. Os meus pensamentos, minhas vontades, meu corpo, meus dias. Nada é meu. Você se dana no mundo como quer e com quem quer, nem sequer sabe que me leva e jamais devolve. Eu deixo de existir a cada minuto que você traça seu caminho? Estou aqui para todos os fatores de corpo presente e espero que aproveitem bem essa minha materialidade ausente e inerte. Quando voltar, não esqueça de me roubar mais um tanto do que sou. Já tem até o teu nome no pouco que restou.
KP

Tuesday, June 16, 2009

Hoje é uma exceção.
Não sei, talvez seja a continuação de algo novo.
Momento em que estou bem, apenas porque parei algumas coisas,desisti de outras,
Livrei-me de tanto que daria pra pôr num livro de levezas e densidades.
Nessa idade, eu me rendo.
Não quero perder tanto tempo sem retorno.
Continuo teimando, conduzindo meus passos errados, na contramão, pegando carona, pagando caro, e apreciando a vista de vento suave ou ventania.
Torcendo pra que essa mania nunca se acabe, que o prazer quase demore e no fim de tudo se solidifique.
Eu amei muito, num passado contínuo, com uma dor maldita, uma vitória malfeita e um final mal acabado.
Mas uma hora eu virei as costas, a página, o jogo.
Não entendo o uso dos por quês.
Não tenho porque me explicar ou me estender tanto.
Pessoas diferentes me fizeram sentir diferente, sem muita diferença. Ainda estou por decidir se terceiros manipulam o que sinto ou se minhas reações são mesmo tão sensíveis à luz que cada um emite na minha vida.
Ainda estou por decidir se vivi por isso ou se, por isso, vivi.
Hoje eu assumi o impensável. Sem respostas, sem perguntas, cem milhões de controles dispensáveis.
Eu só precisava sair e respirar.
Precisava ver de tudo, sem tanto o que enxergar. Há vezes em que faz bem cegar-se do mundo.
Considero-me vivida por uma brevidade.
Falei loucuras, falhei horrores, fingi na hora de rir e com uma palavra fiz pessoas mais felizes do que sempre fui.
É verdade que tudo isso se espalha no tempo, são partículas aleatórias.
Mas honestamente, o meu saldo tem sido muito positivo.
E hoje, não é uma exceção.


Kate Polladsky
Silly heart, sober heart.
Seems to finally quiet down.
Go with the flow says the song
I may just close my eyes and move along
I may just forget it and let it go
Learning the hardest way
Tasting the bitter tastes
But it’s when I find myself amongst the waste
I paid the price many many times
Now I rest my bones and feel the vibe
Silly heart will have to wait
Sober heart will have to make
You got me there lost in the crowd
Dancing between the sweet and salt
Let the machines work it out
Better, it’s much better if it loud
I don’t really mind
At times I really gotta loose
But the engines inside myself
Won’t stop my moves
And I see tomorrow rising from my health
It is not just a matter of faith
But it’s fair enough to face
All the things I want, on my own pace.


Kate Polladsky

Tuesday, June 09, 2009

Não sei bem em que estado se encontra o que sinto agora. Por mim, vou lhes ser sincera, já teria inibido ou sufocado tudo isso, se conseguisse. Até que definhasse e o passado consumisse. Tenho ficado bem, tenho me cuidado ainda que não pensasse em levar a sério as suas palavras tão comuns quando de despedida: Se cuida. Parece-me frio e distante, uma passagem única com uma entrada só: apenas de saída. Acho que todos sabemos dizer adeus, mas não aprendo a ir embora, não sempre. Permaneço por um tempo, nutrida de expectativas que não me fazem crescer nem um pouco, apenas me mantém viva. Gostar muito de alguém parecia algo de insistente consciência, e agora perde a razão de ser. Vai desistindo de si mesma. Agora eu devo estar numa espécie de portal que ora consome e me repõe sentimentos, ou seriam neste momento apenas vontades? Na verdade, tanto faz. Não existe diferença, assim como não existiriam resultados. Foi quase sempre assim. O que eu sinto é suficiente pra ter comigo, mas nada faz crer que é suficiente para que eu leve adiante.


 

Kate Polladsky

My mind hosts you endlessly but my heart; it flames hardly and then fades.

I strange the advantage on it

Thinking of you as if it hydrated me all but kills me of hunger.

I won't have you, not ever.

And so, I feel like I wasn't made to love again.

Has love made me empty in a sudden, so the pain has a place to fill?

It comes as a cuddle and delusion, for the reason of tying me all

Tighter as it should be, allow me to choke once again

And makes it lame to feels these feelings

Takes too much time, takes a lot of me, and takes me to nowhere. Really

Letting me aware I'm nothing or no one able to fight against

Except when the days overcome

Time has to be the only way to fix it

When my mind corrupts my heart

When I'm not in fire nor is it gone.


KP


Saturday, June 06, 2009

Aquele instante não se conta. O teu cheiro existe somente naquele quarto, o teu beijo existe somente naquele fato e teu sorriso, somente naquela foto. Não posso voltar lá... "Desculpe, o seu amor não se encontra". Não volte mais. Não volte atrás. Passado é passado. As portas não se abrem, elas apenas guardam. Meu vazio ganha espaço com o tempo, é tudo um tanto quanto lento. Vai se distanciando do alcançável. Até que eu me canse e aquele instante... descanse em paz.
KP

Tuesday, June 02, 2009

I miss your voice, your touch, your words, your hair, your moves, your curves.
All those things I ridiculously love and never had.



KP

Monday, June 01, 2009

http://ideologia-silencio.blogspot.com/


Eu acho que ainda não apresentei meu blog paralelo, ou meu mundo paralelo, que seja. Recentemente comecei a mandar minhas idéias e sentimentos pra outro endereço. Não este blog jamais será desativado. E qual a diferença entre um e outro? Eu não sei. Mas tenho uma teoria de que Ideologia do Silêncio é mais centrado, mais racional e portanto menos emotivo (eu não queria dizer "emo" jamais.) em suma, menos poético. Se eu quiser desabafar pontos de vista, críticas, deboches, particularidades, surto, qualquer coisa de qualquer coisa, eu vou lá. Você leitor, talvez, também vá. Eu estou deixando o convite. Porque a princípio seria um blog restrito a convidados, pois o conteúdo me pareceu intimista (eu sei o que estou falando? Oo) [whatever] Deem (nova norma gramatical - detesto) um passada aqui e outra lá, por que non? Bem! Peguem o caminho que lhes parecerem mais mais. Recado dado e blogs atualizados. *happy ending*
Kate Polladsky

Sunday, May 17, 2009

Vou começar com uma incompletude: a arte de ser eu, e eu que não entendo de arte alguma sei que articular solidão pode ser uma atitude e tanto. Outro detalhe: está chovendo. E quando chove, já sabe... Quem está só é que sente, queria que o friozinho na verdade me fizesse quente, passando pelos pêlos da pele e pela espinha dorsal, assim bem de repente. E se chovesse lá fora o que poderia chover aqui dentro, todo líquido dissolvendo matéria, aí sim seria outra estória, mas eu não conheço a sensação de estar completamente desfeita. Apenas em pedaços, ou demasiadamente inteira.
 
Vou continuar com uma verdade verdadeira: quem mente sentimento, lamenta o momento em que se perdeu. Posso até dançar sozinha na chuva, nadar nadar e morrer na praia, mas eu sei exatamente onde deveria estar. Então tá, eu espero mas não minto. Saudade não é nem metade do que realmente sinto. E em dias de chuva meu coração só falta falar, meus dedos quase desabafam na vidraça embaçada, mas e daí? Qual dos teus átomos mais místicos iria ver? E qual timbre mais macio da tua voz perguntaria se eu realmente amo você? That's it, tenho apenas o meu corpo quando o resto de mim já foi doado pro teu endereço em Mônaco.
Por um curto período de tempo acho que já não existo mais.
 
Por isso mesmo vou terminar com um começo: Silêncio. Porque o meu amor é disléxico, dispensa palavras e se adormecesse a qualquer margem de onde você está, sentir-se-ía num berço. Mas aquilo de solidão... Mereço? Continua molhando tudo viu? Nada brota do meu vazio. Deus não é insensível eu sei. Acalma a minha pressa de querer me proteger do frio só com a força do pensamento. Porque tudo quando depende de alguém é lento lento lento. E eu volto à incompletude da coisa... por um momento.
 
 
[Kate Polladsky]


                                   





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Thursday, May 14, 2009

Pois bem, é o acaso. Me confunde profundamente, e não há lentes no mundo que me façam enxergar o contrário. Por um acaso não procuro ninguém, decididamente estou bem só. Mas casualmente conspiram os ventos; me sopram alguém irritantemente interessante. Cego e de repente já não sigo. Páro naquele instante, e desvio a pessoa que sou para algo meio sentinela viva e manipulada pela atração por aquela criatura. Que infortúnio não ter controle sobre mim, que injustiça o acaso ter controle sobre mim! Why so perfect? No meu caminho que ninguém percebe, persegue, prossegue comigo? Não é pra mim. Mas sorriu pra mim. Por um acaso era comigo? Com certeza não, na minha mente distraída não. Era só o acaso... Pois bem, era pra mim.
  
Agora, decidi que queria mesmo que fosse meu aquele sorriso. E o que eu fiz...? Ora, por que não virar a cara e fingir que não era comigo? Tá na cara que naquele instante mesmo eu queria tanto tanto aquela pessoa, que me fiz imune a ela. É estranho. Mas é a reação que me dá quando a vergonha me invade, me toma nos braços e me adormece. Eu digo -Oi. E a gente se esquece. Como todas as minhas tentativas me esquecem no final. Depois que a gente se entreolha e até anda de banda, cada um vira pro seu lado do corredor e aposta os dois lados da moeda no mesmo acaso; que é pra comprar o destino...Com aquele mísero centavo.
 
Preciso ver de novo aquela pessoazinha que me sorriu e me confundiu, me iludiu e logo matei o melhor instante com uma interrogação. Eu não sei como, mas depois fiz amizade. E dos cem porcento de chance que poderia ter de conquistar alguém eu me desesperei só com a metade. Será que consigo? E pensei comigo... sorrirei por seu número de telefone; por seus passos ao meu lado da entrada para saída; por saber o que fará no fim de semana ou qualquer medida drástica que nos una.
 
Depois de milênios de acasos, casualmente almoçamos. Sei lá que gosto tinha a comida. Fiquei entre o que me falava, sobre coisas coisas coisas e o que não me dizia. Não me dizia nada seus gestos, olhares, tom de voz. Eu queria saber mais, sobre aquele assunto de ter chance com. Me jogaram na inércia. Primeiro instante me dava bola. Segundo instante, me chutava fora. Terceiro instante tanto faz, eu devo mesmo ter perdido. Era uma ótima pessoa. "é pra mim..." mas..."não é minha". Ah sinceramente! Eu acho que cansei da gentileza.
 
Ora, que me deixasse claro de uma vez se serei plebeu ou serei nobreza. Fiquei num sou não sou, posso não posso, consigo não consigo. Encerrei o caso. Martelei mesmo a vidraça que eu estava polindo com gosto pra deixar mais transparente o que era aquilo entre a gente. Mas concluí que nada a ver, sabe. Comecei a ver aquela pessoa de um modo diferente, ou indiferente. É! É um caso realmente broxante. Se por um acaso rolasse química... Mas não misturou não; embora eu pensasse naquela interessantíssima criatura a todo instante. E também depois de todo aquele processo de ganha-pão, poderia ir pra frente...Mas não. Nem,nem. Tudo mudou de repente, não era como eu pensava que era. Vai ver nossos cosmos eram de substâncias diferentes...Pois bem, é o acaso. Me confunde profundamente.
 
 
 
 
[Kate Polladsky]


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Tuesday, May 12, 2009

Apagou-se o mundo lá fora.
Que chova, que chova tudo o que lhes for de direito agora.
Eu vou sentar sobre meus pensamentos e também no chão.
Acenderei um cigarro, será que isso me acalma?
No lado oposto do meu obscuro desconheço o que você ilumina.
Não está longe, mas sim tão perto que me cega.
E agora envolvida no cheiro seco, de cravo ou sei lá, canela,
Eu tocaria uma música ou martelaria os dedos no aço estendido
Sobretudo, eu não sei mais distinguir entre o que soa bem e o que soa mal.
Portanto melhor é quando apenas sinto, e isto é tão quente que esfumaça,
Aqui presente em mais um trago.
Há dias que tento fazer coisas que qualquer um faria
Mas no entanto, faço o que apenas esforço
Em tentar esquecer quem deveria
Apagar de mim, empurrar contra o cinzeiro
Percebo apenas o deboche da tempestade
Que apaga o mundo lá fora quando chove
Ainda continuam acesos, você, o cigarro e a saudade.


KP

Monday, May 11, 2009

O coletivo de infinito.
Consumo a soma: um edredom; um dia de chuva; 2+2=1; café-da-manhã; olhar sem graça; grãos na caneca; amor de casa mesmo; de bares; de pensamentos sem teto; de palavras meia boca; de copo meio cheio e meio vazio; de ruas molhadas; mãos dadas; abraço quente; chimarrão ou café, rimas toscas; hálito de menta e mentes que só falam a verdade quando param de funcionar para: dar alas a um beijo. Te beijar um coletivo de infinito. Já te amo um coletivo de infinito! Ainda é pouco pra somar...
KP

Saturday, May 09, 2009

Não me deixe chegar bem perto de amar outra vez à distância. Poupe-me de tal presságio, de tal tendência, de tal atraso de vida. Não me deixe empoeirar em sentimentos que coloco na estante por uns dois anos, mas terminam engavetados e sucumbem no tempo, ração de pretérito-traças. Ainda não quebrei paradigmas, pouco amei de verdade o palpável, o prático e o acessível. Nasci para odisséias? Para platéias ao longe de quem não ouço os aplausos, não seguro a mão e carrego comigo a tira-colo, a tira-coração, a tira-corpo e alma? Permanecerei nessa incógnita, nesse amor de guerra, nessa eterna cólica platônica? Eu espero que não. Não me deixe esperar. Mantenha-se longe do meu amor ou não me deixe amar outra vez, porque detesto esse amor a três: eu, você e a distância. Um conto-de-fadas ou algo do tipo amigo-imaginário da infância. Existe, mas não está. Não há quem aguente. Mas se de repente você chegar...E durar mais que um repente, a gente se entende. E pode ser que eu ame absurdamente, posso querer chegar bem mais perto que antes, se você deixar...
Kate Polladsky
________.

Monday, April 27, 2009

[Ideologicamente um desabafo.]

Castigar-lhe-ão por ser quem sois de corpo, alma e coração.
Colocar-te-ão camisas de força: que louco é este, livre por dentro, com as respostas que precisa para ser feliz; mas acorrentado ao mundo que o faz perguntas, nada lhes preenche e nada lhes diz? Apontar-te-ão o dedo na cara, julgar-te-ão por qualquer triz. Ensinaram-te a andar, a comer, a se vestir. Ensinaram-te como se portar, como falar, como pensar, como aceitar o inaceitável. Ensinaram-te sobre Deus, e sobre homens. Ensinaram-te que não é quem és, mas sim quem deve ser. Não é assim?Batizaram-te com um nome qualquer, sobre o qual jamais teve escolha, mas apenas para que o encontrem na multidão. Criticar-te-ão sobre seus desejos, sonhos, idéias e amores. Até mesmo aqueles que disseram amar-te sempre, jamais o conheceram nem jamais o conhecerão; apenas porque não permitiram conhecer a si mesmos antes de tudo; apenas porque seguiram regras, aceitaram-se sempre mais sociais do que pessoais. Mas ouça: Se isto o fizer feliz, permita-se. Seja este louco que és por não ser demasiado outrem. Não castigue a si mesmo por pecados que lhes impõem. E não se prenda demais a experiências alheias, dos que serão eternos aprendizes. Sede você o teu próprio caminho e a tua verdade os teus próprios passos.
Ensina aos outros quem és, pois eles apenas sabem quem deverias ser.

Kate Polladsky.
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Confesso que penso em você como descanso, como fuga. Como encontro do meu ego, com o meu amor e lascívia. Eu penso em você como a lamparina que não pensa na noite antes de queimar, apenas queima por sua natureza, por iluminar sem que pense em como se extingue, sem que pense em seu pesar. Vá insidiar a minha mente, meu pequeno grande erro, que não canso de errar e prepara-me ciladas das quais não saio apenas pelo esforço de pensar. Agora tem a mim presa, em pele, beijo e olhar. E tem o meu coração sem arrimo, que se desespera no avesso de estar batendo e abatido. Confesso que sou só fuligem, mas ainda queimo como magma cuja sonoridade ecoa como cítara e se perde em poesia ou apenas no pousar de uma libélula, consegue ouvir-me pensando o que sinto? Pois se alastra feito lume e se multiplica ao cardume, depois se junta à vertigem que é o descanso e a fuga, com teu nome denotando pensamentos que enturvecem meu pensar.

Kate Polladsky


Thursday, April 23, 2009

Quando as coisas começam a dar certo
Consigo abstrair e me proteger
Atrevo-me a pequenas vitórias
Uma que me cutuca, outra que me acorda, outra que me revela,
outra que me espanta, outra que me eleva...
E assim...
Sigo distraidamente sem tentar te esquecer
Aos poucos os meus sentidos vão se desprendendo de você
Vou eu, começando a aprender a não sentir
Como se as coisas jamais dessem certo
Exceto, matar meus sentimentos
Estes que involuntariamente acreditam
Que outra vez; o impossível ainda pode acontecer.
 
 
 
 
KP


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Tuesday, April 21, 2009

Como se fosse possível te esquecer, eu tenho tentado essa façanha há muito tempo. Entre altos e baixos, eu te deixei ir e não me deixei ir, nunca. Não sei que diferença faz. Você poderia estar comigo, ou não? Jamais? Por tantos questionamentos que faço, a resposta é sempre "e se...?" mas nunca o é. Porque eu nunca te questiono. Como se de alguma forma, você me pertencesse; apenas porque eu pertenço a você, de maneira louca e sub-entendida; é que há tanto espaço dentro de mim com teu nome. E com teu nome em meus escritos, em minha boca; fica tudo tão claro que nem o pronuncio, nem o escrevo. Mas sabem, todos os milímetros de mim sabem que eu te amo. Todos os estranhos que me estranham ao seu lado, sabem que eu te amo. E você sabe, mas também estranha. E assim como eu, finge que não. Finge que nos conhecemos também. Será que conhecemos quando fingimos? Como se fosse possível esquecer sua atitude e minha reação, como se fosse possível construir um determinado momento novamente e segurá-lo forte para que continue, como se fizesse sentido. Mas há apenas um sentido nisso tudo, e parte de mim. Sou eu que não consigo te esquecer. Sou eu que finjo sentido em tudo. Sou eu quem não te deixa ir, nunca. E eu tenho conseguido essa façanha a muito tempo. É que há tanto espaço dentro de mim com o teu nome, que já nem questiono. Tenho medo de que meu coração não se reconheça sem você, e já não saiba mais fingir que me mantém viva.

Kate Polladsky

Eu sei que quando você sai, bebe, fuma, beija, ri, se diverte e conhece pessoas novas. Sei que quando você sai, volta radiante ou nem tanto.
E quando sai eu penso se não estou a um passo de te perder, se é tarde demais pra te dizer ou se eu deveria de alguma forma fazer parte de você, por essa coisa conturbada que me parece o seu mundo. Quando você sai, eu sei que é para não pensar. Mas fico eu, pensando se está bem, quando vai voltar e que novidade arrasadora me espera. Penso como amiga porém sinto como tola apaixonada e meu instinto louco de querer te cuidar, te proteger, te ver bem...Esse instinto se volta contra mim, porque eu sei que quando você sai quer estar a perigo mesmo, quer ser livre e que se danem os sentimentos. Aí eu sei que quase adoeço. Por que é tão difícil não sofrer quando você sai? Mas quando volta e está tudo sob controle, então eu te amo mais. Agradeço e sinto que não te perdi por mais um fio.




Kate Polladsky

Friday, April 17, 2009

Me calo e você sabe o resto.
Este silêncio é porque eu te amo.
Estranhamente o meu manifesto.
Medo, medo.
Você é tão diferente
Me compensa de um jeito
Me desconserta de outro
Eu queria ter dito coisas melhores
E queria ter te olhado mais tempo
Mas eu me calo e você sabe o resto
Porque acha que me conhece
Mas não conhece os meus porquês
E isso também faz parte de mim
Esse traço firme que eu não traço
Mas que existe e faz toda diferença
Como se eu te pegasse pelo braço
Te beijasse e não desistisse
Mas entre o que eu quero e o que eu tento
Há todo um espaço onde cabe o seu passo
Indo embora pela porta
Há um olhar de indiferença e outro que me quer
Então eu me calo
Porque não sei do resto
E vejo duas pessoas incertas se afastando
Você certamente e eu, de certo.
KP

Monday, March 30, 2009

I know you’ve got the instinct to survive through your doubts.

This might be my way of thinking you will be fine.

And blindly I’ve put my soul by your side

Just go on and take the shine out of the dark

I know you dare even if it they tell you not to.

This might be one of the reasons why I adore you

And I cover you all with my thoughts.

[Kate Polladsky]

Sunday, March 29, 2009

[...] Olha-a e se preocupa com sua fragilidade, com sua bravura, com seu projeto de mundo e sua rouquidão de tanto falar com Deus. Pede que os muros não a envolvam, mas que resolvam subi-la até o outro lado. Olha-a com desajeito. Desejos simples e claros.
Que seja feliz, que continue e não se esqueça de casa.

Certa noite, correu um vento frio por sua janela e a fez acender um cigarro que queimou mais forte. Roubou-lhe uns minutos de lembranças e outros de sabedoria. Ainda quer saber lidar com seus sonhos, com os sinais em seu caminho; e envolvida em tantos pensamentos confusos; tantos passos loucos que deu querendo dançar entre amigos e estranhos; ela tem algumas poucas certezas que a fascinam, mas não consegue dar-lhes vida. E nem morte. Apenas a abriga e leva em frente, quem sabe um dia. Quem sabe consegue. Talvez seja apenas questão de oportunidade, quando o momento certo vem e suas mãos se enchem de ferramentas, seu espírito se enche de coragem e seus passos se enchem de obstáculos vencidos -continuamente entre tombos, dores e jogos de sorte ou azar.
[...] Olha-a e sua esperança a tranforma em vitória. Sem qualquer intenção de desambiguação. Mas sabe só de olhar...
Kate Polladsky

Thursday, March 26, 2009

E assim todos apostaram seus mundos no seu, acreditando que em você mora toda essa força que junta cada um em torno de bons momentos, conforto, palavras únicas e comicidade. Encontram-na tão cheia de vida em qualquer que seja o seu cansaço, bem a tempo de completar mais uma história e de preencher qualquer vazio. Todas as fichas compraram a mesma ligação, chamaram para o mesmo encontro e jamais dispensariam sua presença. Sua missão é simplesmente fazer a diferença no dia ou na vida de alguém. É abrir no seu mundo portas e janelas para tanta luz, que se aquece ao delírio. Porque tens o jardim mais bonito. E te querem por perto, mesmo que por um instante de curiosidade. Mesmo que por pura necessidade. E assim, todos encontram no seu mundo, um teto para tempestade ou um lar de verdade.
Kate Polladsky

Wednesday, March 25, 2009

Não me abandona um instante que eu sei. Trai minha cabeça, e antes que eu adormeça já estou pensando em você de novo. Paro quase para sempre em um mundo que nem conhecia. E o que quer que me ocupe não dura, tão forte a imagem sua perto de mim. Rio só, passo horas pairando, esperando nada. Quase me toca; quase me beija e era essa a resposta que eu vinha procurando há tempos. Longe, conversa e sussurra. Escuto a mim mesma como se eu tivesse calado sua boca da maneira mais doce, mais eterna. E se eu assim fizer um dia não haverá qualquer outro dia além desse. Finalmente, vou te amar com meu rosto encostado ao seu, com a minha mão escondida no teu cabelo, com teu cheiro e teu abraço. Nenhum pedaço de mim se dirá só. Nem alma, nem coração. Nada me faria sentir dor. Pensamentos são só um por enquanto. Sai da minha cabeça e me toma pra si, amor.


KP

Monday, March 23, 2009

Sei que você volta por aqui, eventualmente e sempre. Teria a mesma certeza de que ainda se encontra talhado entre minhas palavras; algumas sublimes, outras subliminares? Ainda sente que deixo aqui sempre um rastro de mim e outro seu, que se mistura e se perde, não sei em quais significados ao certo, às vezes perde-se apenas ao insano; contudo jamais perde seu lugar e nem a oportunidade de chamar isso de lar. Mas ainda vê rastro seu?
Volta por aqui e ainda lê sem quaquer necessidade de interpretar o que sinto? Porque isso é tudo o que tenho a oferecer. Uma verdade crua, livre e toma por si só todo o espaço que poderia haver para algum sentido. Não o há. Nunca houve. Mas você, assim como eu, sempre soube e sempre o quis. Quem, além de nós apreciávamos a falta de sentido, o desconexo, o silêncio, óbvio que sobrevivia no escuro de nossas almas? Tão simples que se iluminava apenas dentro de nós dois.
Mas agora, quando volta. Não sente o vazio? Encontra sua presença nesse jardim, que florescia sempre trechos cinzas ou coloridos, que lhes vestiam como roupas quentes no inverno? Não creio.
Eu sinto sua falta. Do que você era antes de tudo o que passou a ser, e depois já não era nada. Aqui, a sua presença quase me deixa, um pouco mais a cada dia ou a cada vez que me lembro do quanto o desconheci. Do quanto errei-te como endereço. As minhas certezas que antes íam em sua direção e ficavam, agora voltam. Não te sinto como segurança, não te confiaria tanto de mim como antes. É assim que penso agora, neste minuto, neste instante.
Ao voltar, não sente-se cada vez mais distante? Eu não o tenho trazido comigo ultimamente. Minto, não o tenho trazido comigo há um bom tempo. Permiti que se esvaisse e tomasse seu rumo, para onde quer que fosse. Então eu decidi que não olharia pra trás. E por certo sofreria muito. Sofri um tanto, e depois nem tanto. Estamos sempre indo e vindo entre vidas. Despedi-me bravamente em silêncio e continuei. Devo ter me acostumado, devo ter aprendido. Devo ter me dado conta de que de fato, eu não deslizei.
Agora pois eu já nem sei, o que vou querer. Não tenho tanto pulso pra escrever coisas que nos arrastariam de volta para coisas em comum. Estranhamente levo uma apatia comigo. Como se a mim não importasse muito ver-te chegar ou sair. Nem a Segunda ou o Domingo. Estou levando minhas palavras a sós comigo mesma. Fechei a porta pelo lado de dentro e neste impulso por meu ego, trago sentimentos que vos escanteia. Trago escritos que não lhes diz respeito, mas se lhes é comum, tem o direito. E os compartilho também. Sei que volta por aqui. E quando voltar, a casa é a mesma. As palavras, os poemas, a pessoa... Todas como sempre fora de lugar.
Que você fique à vontade para se encontrar em mim. Embora eu não seja mais o seu lar.
Kate Polladsky

Sunday, March 22, 2009

Eu não escrevi isso sobre mim.
É tão triste ver uma flor assim, recolhida como se fosse o outono e temesse perder as petalas. É algo que não lhe faz justiça, mesmo que cative, mesmo que tenha seu charme, pois sua origem é uma tragédia. Mais bela quando saúda o mundo com um sorriso e encontra algo que a cative, ao invés ser a cativada. E você tem um motivo para sorrir, porque você tem um segredo, um mistério que muitos tentam penetrar e até você esquece de vez em quando. Algo que só você sabe, que ninguém tem a capacidade de compreender. É apenas você que sabe quão especial você é, a única que mora em sua cabeça, e por mais solitário que isso soe, é uma solidão ilusória.
Pois em você resta um mundo, que não é para ser conhecido, mas sim para se explorar, para se intuir, para se _conectar_. Esse mundo é seu mistério, e todo mundo que sabe um segredo tem um motivo para sorrir, da ignorância dos outros e das palavras dos tolos.
L.C.M
E você simplesmente sabe quando ela dá início a outro início.
Sabe quando aquela conversa se extende, ela realmente rende demais.
E as outras conversas, pendem. Em outras palavras, são deixadas pra trás.
Você simplesmente sabe quando ela te ignora. As suas palavras não são lembradas, as suas perguntas já não conquistam respostas e toda subjetividade contextualizada é tratada como amostra. Objetiva e materializada. Você simplesmente sabe quando há outra pessoa na jogada. Basta comentar a favor; nada do que você disser, nem mesmo uma vírgula será ignorada.
E você simplesmente sabe quando ela dá início a outro início. Porque ela acaba sendo todo torpor.


Kate Polladsky

Fecha os olhos. Vê o que eu vejo? Venta forte, e te falta o abraço. Segurando forte dentro de si isso tudo que o tempo vai rasgando, e pesando nos braços do seu coração. Mas ainda não te falei do quanto vale a vista lá do alto. Quando se mora sempre abaixo do que pode se tornar maior. Esse amor vai te engolindo e ao invés de te proteger e te mostrar pros olhos certos, apaga as luzes ao teu redor, esse amor não tem dó porque não é amor. Fecha os olhos e veja o que eu vejo. A quem quer enganar, se é o teu desejo que te engana. Assim não se faz primavera. A pessoa certa poderia ser ele, poderia ser ela. Mas neste momento a única pessoa certa, amando pessoas erradas, é você. Isso é o claro no escuro, não é preciso fachada. Mas só você não vê. Aconteça o que acontecer, não terá volta isso de abrir mão das suas idas. Saiba que quem quer que esteja te tomando, não te cuidará, não se importará tanto assim. Saiba que quem quer que nasça todos os dias mais forte no teu peito, não vai te completar, mas vai te faltar espaço pra crescer, e vai te faltar ar. Por que então querer fazer de tudo pra conservar o impossível? Lá fora possivelmente estão muitas pessoas que te farão diferença, e quebrarão a tua sentença auto-imposta. Supostamente a resposta, não é se fechar em torno de um único ser de luz duvidosa. Se esse único ser já te consumiu a luz de mil sóis. E então, não continua só? Somente inventando lembranças, ignorando os nós que não se cansam de amarrar seus pés a um caminho sem destino. Você vale mais, e não vale a pena tratar seus sentimentos como lenda. Não ainda, não ande pensando demais. Quem quer que esteja viciando os teus dias, não está se importando com a sua presença ou a sua ausência. Estar sempre lá não é bem a sua conquista. Basta saber que ainda que vente forte contra você, dá para abrir os olhos e ver que era só dar as costas e mudar a rota. Agora te empurra pra frente o que te paralisava. Se finalmente vir o que eu vejo, abraça. E segura forte dentro de você.

Kate Polladsky.

Thursday, March 19, 2009

Aprende-se a dançar nesse ritmo de passividade?
Minha paciência pesa enquanto penso na vontade
Que é extrapolar todas as linhas limítrofes riscadas no chão
Assim não. Desvio uma vez ou outra
Queria dizer que não fujo da razão, mas quer saber.
Meu coração tem razão. Quando diz que te gosto
E isso tem estado um tanto out of control.
Eu sei que sim, que alguma coisa mudou.
Esbarrei em amor, em paixão, em afinidade
E notei o quão diferente somos.
Mas aí fui deixando, que diferença faz a diferença
Quando se gosta de verdade?
Aprende-se a dançar nesse ritmo de passividade?
Estou passando a ver as coisas por um ângulo mais realista
Não que a realidade signifique a verdade
As linhas limítrofes só existem inteiramente pela metade
Sequer sabe pra que lado se divide
No chão pisam todos os pés, que são iguais, mas carregam mundos distintos
O meu pode ser melhor ou pior
Pode ser mais vivo ou mais extinto
Da mesma forma que morre, vai existindo
E eu não resisto em dizer o que sinto
Que aprendi a dançar uns passinhos novos
Quer eu goste de dançar ou não
De você eu gosto mesmo
Estou passando por tudo isso pra te ter
Pode ser?

Kate Polladsky



Tuesday, March 17, 2009

Another losing game.
I oughta start from the scratch.
So much time wasted.
All I need is to meet the maker.
To be taught, to be taken, to be totally faded.
By experience, all I’ve tried to reach, all I’ve tried to find.
Ended in nowhere road.
It was right there, it’s what I ever wanted.
But for me: no matches found.
Tomorrow has another name.
And it’s waiting for my move.
I foresee until where it may stretch
And I oughta start from the scratch.




KP
Vagará permanentemente meu coração entre um beijo perdido, um desconforto e os dias que não cessam? Eu estou aqui e tem sido sempre assim. Por onde você fica enquanto o mundo inteiro me entedia? Quem mereceu suas palavras enquanto o silêncio por si só não me entendia?
Existe um longo percurso entre onde estou agora e onde sempre quis estar. E nem mesmo o que significo pra você muda a inércia das coisas. Mas completa-se de alguma forma. Não importa o que me custe, ou o quanto eu mostre. Os caminhos estão aí. E sei que haverá o momento em que eu deixarei de ser acaso, que possível seja conquistar um destino ao teu lado, quando você passar por mim.
Kate Polladsky

Sunday, March 15, 2009

Revoluciona meu dia hoje. Mais palavras que de costume. Como conquistei? Besteira. São besteiras costumeiras, mas eu só queria a sua atenção. E faço o que posso por você, sem querer roubar suas estrelas, mas me encosta ao teu céu? Sozinha, tudo se ofusca tudo se desbota. Eu penso que não farei mais. Mas você me pede, e então tanto faz. Não sabe o que me pergunta denota, mas você já sabe que a resposta é sim. Você já sabe quase tudo de mim, mas não encosta. Que já é vai pesando demais o amorzinho que eu sinto por você. E se um dia você compreender através do tempo que não foi o meu coração lento, eu andei bem devagar pra você ver, com um vaga chance de você sentir o que eu sinto. Sem sorte alguma, apenas lamento. Não dou adeus e eu só agüento porque a sua conversa é solução pra mim.
Kate Polladsky

Friday, March 13, 2009

Essa luz que sempre me escureceu, queimou. Vejo que nunca estive lá. E sentir que o caminho certo era esse, já não me parece verdade. Não quero, e não posso mais caminhar à cegueira do meu coração. O chão se estende. Mas não vale mais a pena aquela direção. E o sol que nasce na minha frente, revela um olhar menos displicente. Eu escolho seguir à sombra do que fizer sombra realmente. Desisto dessa realidade que não me pertence. Essa esperança que sempre me queimou, escureceu. Morreria ela, ou morreria eu.

Kate Polladsky

Tuesday, March 10, 2009

De nós em diante é começo.
Antes disso, adormeço.
E não me recordo do quanto gostei de outrem.
Ontem mesmo esqueci.
Depois que apaguei a luz, só consegui te ver.
E nessa cegueira firme do que sinto não me resta mais nada.
É despertar para tudo isso que me renova, e acordar pra você.




KP
Saudade bem prática. Praticamente saudade. Vem a vontade dilacerar de novo.
Como se eu me rendesse um pouco a cada dia. E a força cessasse. Como se desse e houvessem saídas à vontade. E se eu quisesse sentir a brisa de tudo que reside somente à beira do precipício. Eu iria até lá com o pensamento em você. E ao cair desse mundo postiço, levaria a verdade que é ter te amado como um vício. Um pouco mais a cada queda. Mais passos sobre um chão que me pesa. Como se colocasse um fim em tudo isso. Mas a saudade, a saudade é sempre um início.




- Kate Polladsky

Monday, March 09, 2009

Conheço a minha natureza azul nos dias.

Mas desfaço-me deste semblante de tristeza

Torno-me branco, quase véu.

Para lhe agradar ou apenas pela paz

Do que sinto por você.

Abro mão do meu azul quase céu.

Para me prender a algum triz

Um concha branca perdida no aquário

oceânico, para ver o que me diz.

Conheço a minha grandeza fria de ser

Mas desfaço-me da névoa que impede

minha vista à tua luz

Torno-me límpida, clara-ainda que reticente.

Para esfriar a dor que é não te ter

Ou apenas pelo calor

Do que sinto por você.









Kate Polladsky
Se o teu impulso me julga, o que eu posso fazer?
Se as tuas palavras me faltam com a verdade, o que eu posso dizer?
Você já não me surpreende - calada fico.
Vejo você se perder de nós porque quer - apenas fito.
Houveram momentos que o tempo não dissolve.
Houveram erros que o seu lamento não resolve.
Já não pertenço ao que você pensa que é certo.
Já não mereço o que você pensa que é melhor.
Se o que você quer ver não é o que sou, o que eu posso fazer?
Se lhe incomoda quando eu falo ou silencio, o que eu posso dizer?
Um esforço enorme da minha parte pra te completar
Pedaços cada vez mais soltos do meu coração pra você brincar
Pra terminar, escolho não esperar mais nada de você.
Um elo simples, independente e duradouro
Que os seus sentimentos se desviem dos meus
Porque funcionaria apenas ludicamente
Nada seria mais como costumava ser
É assim que as coisas são
E não há nada que se possa fazer.




KP

Friday, February 27, 2009

Agora o que eu queria mesmo era encurtar palavras.
Seria uma maneira de encurtar caminhos.
A felicidade bateu no seu mundo e fez tremer o meu.
Eu sei que é assim que estão as coisas nesse momento
Mundo nenhum foi criado para que coubesse a mim e você juntos.
Ou nasce o seu, ou morre o meu.
Uma escolha quer estivesse certa ou errada
Afastou-me do que sempre conheci de mim, por você.
E não sei bem no que deu. Ou o que adiantou.
No fim, sinto profundo orgulho de ter conquistado algo ontem que se perdeu hoje ou silenciou-se de tal forma que nada me faria encontrá-la de novo.
O momento passou. Palavra nenhuma o traria de volta.
Palavras cansam, eu sei. Por isso encurtá-las.
Mas agora o que eu queria mesmo era cortá-las de mim.
As palavras certas, as melhores do que sinto.
Plantá-las em você, e resguardar-me à sombra do que crescer em silêncio.




Kate Polladsky

Thursday, February 26, 2009

Eu te quero. E isso é sempre um recomeço. Não importa em que era glacial do amor eu adormeça, eventualmente te quero de novo e me aqueço. Sei que me aborreço, me desmereço, reflito e me culpo. Então desisto de tudo que sinto, como se disso tivesse controle. Tento errar as suas fotos, a sua voz, os seus momentos. Não é algo que se diga suportável, vivo tentando fazer com que você se mude de mim -mas o problema sou eu que te tenho como endereço. E como se eu sempre soubesse o que fazer decido sobre o seu destino em mim. Por ser assim, tão impossível, calado e tomado pra si é que nasce um fim. Pensar em você é sempre mais do que posso ter; é mais pesado, mais distante, mais lúdico e cansativo do que qualquer rotina pode oferecer. Não sei bem como retroceder. Adaptar-me de novo a mim, e não à você. Em algum ponto em meio a isso tudo eu me despeço. Mas por enquanto é tudo o que tenho: eu te quero. E isso é sempre um recomeço.
Kate Polladsky

Wednesday, February 25, 2009

Mandar embora esse meio mundo de gente morando em mim. As mentiras eu disfarço, as verdades eu refaço e não compartilho nenhum pedaço com ninguém. Veja você que pássaro nenhum sobrevoou um oceano à minha espera. Fui eu passarinhar por mim. E assim calcei meu chão de estrelas onde haveria de dormir todas as noites. Sem frio nem miséria, sem vontade de rir ou acordar. Mas há na fila alguém que espera, já não serei eu quem estará lá. Largar poeira nesse meio destino de perdas. Inteirar-me de tudo que fragmentei: Coração, sono, sã consciência, serenidade e a santa vontade de estilhaçar o vitral que protege a janela, esta que dá a vez pro seu mundo entrar. Mas eu não me obrigo a abrigar o submundo de quem ousa. Mandar embora... Adeus é também um bem-estar.
Kate Polladsky

Tuesday, February 17, 2009

Sobre sentimentos.

Que maneira a sua de malear meu mundo. Sabe que depois de maldar meu peito, de inventar inverno e fazer de tudo pra que tudo não faça mais sentido, eu te vejo e nascem flores nos espinhos seus onde me machuquei. Lindo então ver que até tua cor já mudou e imaginar se teu sabor brota de damasqueiros como nenhuma fruta rósea já o fez; veria que eu não fui capaz de te sombrear nem de te buscar no teu próprio jardim. Me desculpe... Porque não te peguei pela mão a tempo e fui acudir meu coração, como se assim não me arrependesse jamais de ter sido feliz no escuro. Trouxe-me uma vez pra perto do teu olimpo, mas agora longe de tudo que conquistei, eu não sei se terei mais sossego. Silencio e tem som de lamento o meu silêncio; se soubesse. Não sei se recebeu de mim o suficiente, não sei de absolutamente mais nada que possa te deixar contente; e isso é tão angustiante quanto me prender a uma ilha e te ver partir com a cidade inteira a teus pés. Você é sim o dano que escolhi pra mim. Significa o pilar que me sustenta e me soterra. Sentimentos sobre sentimentos; pesa demais e enfraquece a luz. Já não consigo escrever, ou não posso. Já não consigo não gostar de você. Ou não posso.
-Kate Polladsky

Saturday, February 14, 2009

Perceba. Apenas porque sei que você dispensa palavras. Então não há nada que eu tenha de falar. Não há nada que eu consiga esconder. Apenas perceba. Com todo o seu metodismo, a sua ironia e esse seu jeito de imprimir reações que eu não sei se são pra ferir, pra ensinar, pra dispensar, pra marcar ou ofender e, o pior, eu não sei se por detrás do minuto de atenção que me dá, mora uma esperança ou uma indiferença. Cinco meses. Desse tempo não tenho idéia do que nasceu. Mas deixei que morressem algumas coisas. É autodefesa. Para não dizer, desistência. Estou até bem, e poderia levar isso adiante, assim como está... Mas eu acho que te amo. Para replicar a tua interrogação fria, eu acho que te amo há cinco meses. Então eu realmente acho que te amo.
Kate Polladsky

Wednesday, February 11, 2009

Talvez eu já não precisasse de você, e ficasse bem apenas na minha fuga. Mas acho que estou doente, ainda. Não me sinto capaz de te deixar ir, não prendo o controle do que sinto por você à minha pele, à minha cabeça, ao meu peito. Não. Ao contrário do que muitos pensam, eu não tenho controle. Nem tenho a razão. Tenho uma vontade e um sonho que, sem freios nem sombras, perdem o senso de direção e continuam colidindo sobre mim. Talvez já não fizesse diferença, ver quando você chega ou quando vai. Assim como costumava ser todos os dias. A diferença, na verdade, se faz nos dias em que sozinha eu refaço todos os seus passos, todas as suas nuances, os tons e a tonalidade do seu rosto, do seu corpo, do seu cabelo. Tanto detalhe carnal, banal e que insiste em representar algo a mais nesse espaço ínfimo entre o que sonho e o que tenho. Apenas esse espaço consegue tornar duradouro o que penso; e isto eu acomodo sem conforto nenhum entre o que não pude ontem e o que não poderei amanhã. Talvez eu tenha caído na fraqueza de não me acostumar com a tua ausência. E dessa forma, volto ao topo do que era viver esperando religiosamente pelo acaso, para que ele viesse e tecesse de verdade cada retalho do meu amor; e por fim nos cobrisse durante certo tempo, até que eu me curasse. Mas acho que estou doente, ainda...
Kate Polladsky

Monday, February 09, 2009

Das coisas que perdem significado. Das cartas que jamais serão entregues.


Porque encontrei na tua simplicidade a minha grandeza.
Eu te olhei, sem querer ver nada e foi mais significativo do que todos aqueles momentos pensados que já tive. Gastei palavras, inventei idéias, fiz o que pude dos meus dias insanos. Vem você me tirar pra dançar sem que eu soubesse que passos dar? E juntos construímos uma caminhada que não me cansa.
Porque eu parei de me questionar sobre tantas coisas apenas por ser você a minha única certeza. Tão cedo eu acreditei que não conseguiria mais acertar e já não sabia o que valeria a pena. Agora, ainda que tardiamente, eu sei. Tem tanta beleza nas tuas bobagens, tanto de mim nas tuas criancices; tanto que não sei o que é suficiente com você, porque te quero mais. E não quero mais nada ou mais ninguém. Você segura meu mundo enquanto pensa que apenas segura a minha mão. Nada é realmente complicado ou frustrante ao seu lado. E quando te vejo frágil, até esqueço as minhas fraquezas; porque me faz querer ser fortaleza e te proteger. Saber como você pensa ou como você faz nunca me preocupou. Eu sei que de uma forma ou de outra, você me surpreende. Mas quanto à sua previsibilidade amor, a ela eu me rendo. Porque não encontro nada em ti que não me complete. E te perder é algo que não me compete. Entende?

Kate Polladsky
Disse para mim mesma, meio decidida e meio interminável: E se isso for um erro? Um engano meio medo, meio cólera? Peça-me nada. É tudo que posso dar. Não sei escolher o que digo. Para mim não há direito de escolha. Então digo. Digo mesmo assim. Mas para você, me calo. Meio indecisa e meio acabada. E digo mais, quanto a calar-me... Não falo por falar. - KP

Sunday, February 08, 2009

Já passei por essa ponte antes.
Ela já caiu comigo antes.
Nada, nada mais como antes.
Apenas, as mesmas pontes.
KP

Friday, February 06, 2009

Legado.


-E jamais acreditarei de novo.
-E jamais confiarei de novo.
- Jamais algo novo acontecerá entre nós.
- Dá-se um nó.
- Para sempre.



KP

- Não me completa.

As pessoas, os lugares, as coisas. Esse momento, esse dia, esse clima de indiferença.

Os apegos, as vontades, os interesses. Não os tenho mais. Nada me completa. Nem mesmo este vazio. Já nem sinto que existo. Sentir-se um tanto faz é cansativo. Se fico em casa ou se saio, se encontro amigos ou família, se vivo de obrigações ou preguiça, se invento ou repito. Apenas sinto que não tenho nada. Um cansaço sem fundamento. Enjôo. Vivo apenas a conveniência e o acaso. Não finjo nem sou. Não concordo ou discordo e sempre termino o que sinto com “enfim”...

KP

Saturday, January 31, 2009

Livrar-se do conto de fadas. Imediatamente após o tudo reduzir-se a nada e o significante ter passado a fazer sentido em sua vida. Ver que a vitória não corresponde ao conjunto de tentativas. E agora? O bem que faz ter senso do ridículo. O ar que é ter amor próprio. E o passado era apenas um sonho. E a tua vontade era uma linha tênue que no fim nada tecia; nada amarrava; nada era tudo aquilo que completava o ciclo dos passos que dava. Mas afinal para onde ia? Que felicidade estranha era essa que queria? Essa que estranhamente não te pertencia. Não era?

KATE POLLADSKY

Wednesday, January 28, 2009

Que surpresa e que honra!
Obrigada Luciane, por escolher o TurnChaosIntoArt ao prêmio Dardos.



O Prêmio Dardos é uma forma inteligente de reconhecimento entre os blogueiros e tem algumas regras a serem seguidas pelos indicados:
-O indicado deve escolher outros 15 blogs para premiar.
-O indicado deve informar em seu blog quem o indicou ao prêmio.
-O indicado deve ter o selo do prêmio em seu blog na página principal.
-O indicado deve avisar aos premiados.
Os blogs que indico para receber o Premio Dardos são:

Saturday, January 24, 2009

Agora nenhum dos meus sentidos pondera
Tudo em mim se encontra devagar
Mas se você tem pressa em saber
Até quando te amar
Digo que vôo lentamente
Passando pelo precipício que é estar
Sobre amando e sub amando
Com sentimentos que me cortam as asas
E sentimentos que me fazem livre
Sei que estou passando
Pelas coisas que tenho que passar
E ainda que esteja de passagem
Aproveito a viagem
Porque não sei se o amor que de mim parte
Vai voltar.



[Kate Polladsky]

Tuesday, January 20, 2009

Quero fotos suas, fotos nossas. Quero os fatos, os momentos, as coisinhas. Quero a rede, os sussurros, a comédia. Sabe os beijos? As roupas jogadas, o café-da-manhã? Quero.
Quero o ontem como se eu o pudesse transformar em futuro. Apertar o botão play, repeat, aumentar o volume e deixar rolar para sempre. Ir fazer outras coisas, passar pelas pontes de monotonia com você e nunca parar de dançar entre nós dois. Quero aquele pôr-do-sol outra vez, e ver seus dedos dos pés me darem bom dia. Eu quero sua cara de sono, seu instinto, sua paciência e sua vontade de ser útil ao meu lado. Quero que saiba o que quero, sem que eu tenha de pedir, simplesmente porque já tenho tudo em você. Portanto só quero que continue. Que sejamos reticências em querer oficial. Te quiero...
KP

Saturday, January 17, 2009

[...] E se no seu mundo há lados, qual deles permanecerá do meu lado para sempre?



- Kate Polladsky

Wednesday, January 14, 2009

Desculpas pra fugir
Desculpas pra voltar
Mil desculpas por ir tão longe sem você.
E se somos o espelho um do outro
Deve haver em algum lugar a minha transparência
Ou eu já não sei o que reflete sobre mim e lhe atinge
Sem votos de engano
Não perca suas noites de sono
Eu estou bem aqui e o meu aqui não finge
Mas espere até o sol nascer de novo
Há dias em que brilho, há dias meus de escuridão
Desculpas pra fugir
Desculpas pra voltar
E segurar firme a sua mão
Mil desculpas por te fazer pensar
Que qualquer movimento meu fora em vão.



KP

Friday, January 09, 2009

Vai me dizer que não sente o desperdício?
Que não há na sub pele o vício?
Vai me dizer que não é frio todo o espaço entre o teu calcanhar e o meu?
Vai me dizer que ao iniciar em você, não terminava em mim?
Que ao renunciar o chão, não me procurou flutuante e livre?
Vai me dizer que o teu equilíbrio não repousa nas minhas arestas?
Que não deixaria cair seu corpo quente no meu infinito?
Que a minha presença não arde?
Vai me dizer que não sou teu litoral, o sopro na tua ferida?
Vai me dizer tantos eteceteras que não te deixarão dormir?
Que nunca fez a tamanha loucura de mensurar o seu amor ou o meu?
Vai me dizer que depois de tantas idas e palavras mal ditas, não passou pela sua cabeça dizer a mim adeus?
Que o seu beijo não se rende ao meu?
Sem o mínimo esforço, apenas o alvoroço e o momento.
Vai me dizer o que já sei? Sei que me calo e aguento um pouco mais.
Saber os porquês não me interessa, não me completa.
O que me completa é o tanto faz.
Vai me dizer que não sabia?
Que eu já senti o sabor da suas façanhas há muito tempo atrás?
Que eu já cansei de tratar meus sonhos como meras vontades?
O que me completa afinal, é que eu não preciso de verdades.
Apenas não ter que duvidar, em instante algum.
Vai me dizer que não sabia?




KP

Wednesday, January 07, 2009

Amou-a tanto.
Com todas as forças que tinha.
Amou-a contando com o silêncio em que cabia.
E amou seu universo inteiro:
Seus amigos, sua sombra, seus passos, seus arredores,
sua imagem.
Tanto faz como a amou.
Nem sabia de onde vinha tudo.
Mas no seu amor continha do mais nobre sentimento
Ao carnal desejo de se perder naquele sonho.
Sonho...
Amou-a tanto.
Como apenas em sonho pode fazê-lo.
Amou-a com dor, sim. E com zelo.
Para que não sofresse como sofria.
Para que não houvesse nenhum arranhão
E não se desgastasse entre os dias.
Amou-a tanto...
Tanto quanto podia.




Kate Polladsky

Monday, January 05, 2009

O seu jeito doce ou amargo. Se me imenda ou me desconcerta. Se implica ou me completa. Traço, ponto, partes suas. Não me incomoda, não me interessa. O seu todo ou fragmento. Contrói as pontes que se seguem aqui dentro. E se é dentro de mim que moro, por sua causa. Digo, que me aprisiono em amor latente. Com toda a expectativa e medo. De perder cada detalhe, cada movimento. Vou te amando aos poucos. Te amando muito. [Definitivamente].

Kate Polladsky