Sunday, April 13, 2008

De volta à pequenez dos sonhos.

Te digo boa noite sem que vá dormir

Te dou bom dia sem tenha amanhecido

Uma coisa de cada vez, mas estás retrocedendo

Contudo se teu retrocesso é aos meus braços, obrigado

Continue seguindo.

Porque um dia não te tenho, no outro te abraço

E não quero que seja para sempre, quero que seja para mim

E sempre para mim, independente de tempo.

Um pedaço de ti tenho guardado

O outro tenho usado com amor

Nada tenho pra roubar

Não importa que tipo de roubo for

O seu coração se já é meu, não tenho porque tirá-lo de alguém

Só de mim tiro o meu pra te dar por tempos sem fim

O fim que se deu ontem

Foi só para recomeçar melhor

Quando eu já vivi o que tinha de viver

E agora não quero viver só

O sonho pequeno que só cabe em ti

Me torna grande, me torna mais vivo

Me torna mais, e retorna indo

Quando eu acordar num sonho

Que você deixou escapar dormindo.

KP

Wednesday, April 09, 2008

Dividi meu tempo entre não tê-lo e desperdiçá-lo.
E como consequência desenvolvi o pior tipo de obesidade, o peso na consciência.


Kate Polladsky

But now he´s committed, and every window is closed
I feel lonely in this daily rainy winter, all I have is this routine to whom I´m exposed.
I see no change coming on my way. Not for better, nor for worse
There´s nothing so excitig about living here, I live happier into the things I suppose.

Kate Polladsky

Monday, April 07, 2008



Lembro tanto de você que um tanto de mim se espalha e se dispersa. Estou em todos os lugares que estiveram com você. Estava eu com você, e de repente não mais. Lembro tanto que me agride, e não me aquece no frio de hoje. Que dispensa. Pensei que fosse infalível amar alguém. Ninguém me disse nada. Ser de inocência, de pendencias que sou. Perdas existem para serem aceitas e não desfeitas. E se me perco um pouco assim como se explica? Entre caminhos, calmarias e tráfegos de mim, especiarias de espécie alguma, uma Índia desmapeada, tântrico fim .
Um anônimo me aguarda. Um ânimo me segue de longe. Esse sentimento de tocaia, que quase se revela em trapos, trêmulo de receio.
Lembranças servem pra quê? O esquecimento é uma zona de conforto. Não quero esse inútil pedaço de consciência de outrora, nada disso que adorna o incômodo de todos os dias, e de agora.

kate polladsky

Sunday, April 06, 2008

Quando ela escreve, eu sei o que é.
Um por quê sem questionamento
Aceito cada verso que não se torna mais nada
Como se ela soubesse do seu feito
Joga qualquer subproduto e desbota meu muro
Meu mundo é tão pequeno
Por onde eu entro se quiser seu lar?
Lá onde você mora, sou eu
Sou eu qualquer lugar? Põe no seu, porque no meu está.
Destino falho, me freie aos poucos
Mas não me subestime
Não evolua a minha dor
Não a dilua em amor
Uma evolução contrária, devolução.
Algo que você não quis
Talvez a mousse de cacís
Que parecia ter gosto algum
Mas então ela escreve
Eu, minhas mortes e vidas
Algumas noites de alguns dias
Alguma coisa que me lembra você
Eu sei o que é
Escreve...



Kate Polladsky

Wednesday, April 02, 2008

" Looking at the stranger, thinking: Is this the one that will change my life?"- Kate Polladsky
Em crise de abstinência, hoje rendida ao fundo de minha mente, adormecida e distante, doente. Sem forças e um coração com teu nome entalhado em versos, com saudade disfarçada e o cheiro de passado que reconheço em qualquer lugar. Ao menos não há música , ao menos não leio e me deparo com sua caligrafia e a só tua criatura que se camufla em mim -se perde, e não me reconheço, por hora, ou minutos antes de me arrepender.
Daí pra frente eu que mudo pouco, muda fico, finda o medo ou maldição de sua inerte presença que minha vida não rejeita, por que não rejeita? Se te sinto longe e abstrato, e faz do que sou, suave e serena, um maltrato; conjugado e inseparável, como um dia após o outro - se extendem indefinidamente- me entendem e me deixam seguir, sempre só; em solo que não piso, porque não pertenço; olhos que não piscam porque não se cansam; brilho que não cessa, porque nunca teve.
Que algo de bom aconteça, e não deixe que me aperfeiçoe em solidão, que de tão sábia nunca se juntou a nada, pois de que vale a companhia, que faria definhar sua própria natureza?
Mas gratifico o toque de tolice, que trai a solidão, porque não me suporto sem você, e não me suporto em mim, melhor que outro passado possua meu futuro, não há de se extender em águas passadas, mas plagiará todas as linhas de felicidade que tive, e se lançará ao amanhã.
Kate Polladsky
Faz tempo que não há para mim
Um amor desses
Num mundo só
Num mundo só estou hoje faz tempo
Porque não há para mim um amor desses.
Desses que não se dissolvem
Desses que se resolvem depois
Desse que depois vira sempre
E desses que sempre foi amor.



Kate Polladsky

Wednesday, March 26, 2008

Health and strength

My life knows where it stands

My heart no longer serves the pain

And I giggle as I´m sure all the hard days will pass

Take a look at me now

I´m happy and nobody knows how

I could give you fulltime happiness

If you need it I can make no press

We got a large field for freedom

With just bit higher jump up across the fence

Do not get born to be a gump

Life is not meant to be a dump

Such a bless, a million days´ chance

A feeling extends ´til tomorrow

And that´s the feeling of future

When I´m gonna succeed

And embrace the world with my own hands

You´ll see how far I go

I already see how far I´ve been

It´s all prepared for more

I´m heading up to the next scene!

Kate Polladsky

Wednesday, March 19, 2008

A incompetência não me tange
A porta nem sequer range
Mamãe nunca vai me pôr pra fora
Eu corro às léguas das más companhias
E das fofocas das minhas tias
Aí eu quero estudar pra aliviar a minha culpa
De ter amado demais
E adiado a formatura
Aquela garota não tem o mesmo ritmo que eu
Eu continuo sozinho e foi de melhor no que deu
Tenho idade suficiente
Os amigos estão sempre com a gente
Minha sexualidade não é deficiente
E eu faço o que quizer
Como até ficar doente
De raiva, remorço ou de ficar contente
Pois estava bom demais pra não se consumir
Com sumiço eu deixo saudade
E largo no fim da tarde tudo o que desandou a minha vida
Conheci outras e escolhi uma pra esquecer
Porque era a única saída
Agora eu vou viajar o mundo
As placas que me digam para onde eu devo ir
Quando me cansar eu volto e
Caso com a primeira que me fizer rir.



k.p
HÁ EM MIM DUAS PESSOAS:
A MINHA PESSOA; E FERNANDO PESSOA.

KATE POLLADSKY


Tuesday, March 18, 2008

Eu fui notada, reconhecida ou lembrada?
Me pareceu estranho, bom demais pra ser verdade
E deveras, eu tive a impressão errada.
Não me disse adeus, mas também não disse oi
Simplesmente chega e depois se foi
Mas já que você pisou neste recinto
Vai você saber que o que eu sinto?
Não são borboletas nos pés
Você pode tentar tango comigo
Mas meu coração bate em jazz
E caso nada repare tudo isso
Você está de sobreaviso
Fico admirando seus detalhes
Talvez cada risco que você deixe no chão
E se eu pudesse me reduziria
À simplesmente espalhar meus dedos em sua mão
Chegar mais perto do lado oposto
Não sou eu quem tu vês quando vira o rosto
Então vai que o meu sim é o teu não
Enquanto posso vou evitando
Que tu vires entalhe no meu coração



K.P
Que tédio, meu deus. Cansaço que deu. Eu durmo em consciência plena. Acordada para o silêncio que resguarda umas idéias inúteis e sem nexo, mas ajuda a passar o tempo, por que o tempo passando por si só é muito, mas muito lento.
Não suporto todos os dias, a rotina, rotina, rotina. Dá-me azia, como quem come a mesma comida condimentada há séculos ou quem bebe o próprio líquido gástrico. Horrível.
Então os olhos ardem, e enxergo o que não deveria.
Você não deveria morar dentro de mim, assim tenho pouco espaço pra mim e mal consigo me mover.Os meus olhos não obedecem aos meus passos... No fim eu sempre te sigo ou te passo. Na verdade ainda estou tentando te passar.
Em dias como este, que são todos os dias, o que são dias afinal, quando apenas dois deles encontram você?
É tão depressa, o que quer que queira peça, porque me deprime viver de adivinhações.
E quando eu me afasto, parece a propósito, você tinha que me achar? Não fui eu quem te procurou, foi você. E me trocou os neurônios, o coração ficou atônito. Me deixou feliz, ou anestesiada. Extasiada agora ninguém diz.
Está tudo muito calmo por aqui, e um frio quase sulista. Ninguém sabe onde eu queria estar... Longe de todos os lugares que já disse antes.
Mais perto de tudo do que distante; só você que não alcanço.
Agora, eu só quero ir pra casa, pois que exaustão ignorante. Logo cairá sobre seu encorpado produto da minha imaginação, que eu só tenho em meus braços por acaso e por fim por que não sabes que os sentimentos dançam e se tropeçam.
Antes de tudo, já me arrependo. E como você riria da minha falta de coerência eu já nem me animo o que poderia morrer de alegria. O coração pára por obra divina, eu não quero me apropriar da dor outra vez.
Mas se possível fosse... Queria que você não me deixasse criptografar isso tudo, porque o que é claro já se mostra de fácil decodificação, eu não digo por questões óbvias, mas tem algo de errado em meu coração.




Kate Polladsky

Sunday, March 09, 2008

I wanna dance my life away
Away of the daily hell
I don´t need your pity
I don´t need your patterns
I just need a partner,
To make me feel well

With his footsteps and his toes tips
Follow my worries to do it right
Twist the ground and hold me around
Your body´s where it ends my night

I heard the song out loud
And my heart ran in the speed of sound
Soft and easy the palm of your hand
Catch my fall when my knees bend
I´m ride on your move
And groove, baby groove

Tuesday, March 04, 2008

A minha insegurança, quase me imobiliza

Me irrita e me molda à uma rotina

Minhas dúvidas quase concreto,

Demasiadamente, pesam pelo caminho

Minhas experiências quase contam

Minha agonia quase anda

Minha menina é quase minha

E minha água é quase vinho

Minha alegria é quase triste

Minha tristeza não desiste

E a minha vida... quase sempre existe

A verdade quase me aponta

O sol do meu dia quase desponta

Ponte para um quase amanhã

Que me desaponta

Quem dos vários eus se sobre saiu

O que pára pra pensar que perdeu

Ou o que não pensa e não perde nada com isso

Muitos de mim não se encontram

O eu que corre em liberdade e o que não corre o risco

A pedido de todos sou eu mesmo

Mas queria um pouco de um, um pouco de outro

Para que eu fosse mais

E melhor do que realmente sou

Melhoro como quem precisou do molho pra melhorar

Me olho como quem já sabe o que quer mudar

Mesmo assim,

É assim mesmo que quero que seja

Uma falta de organização me engole

Eu tenho o plano do qual quase faço parte

Eu quero partir

Não dste plano

De vez em quando quero o parto de um novo eu

E quero nascer longe daqui

Aonde eu possa

Por que não quero mais estar à beira

Fazer de mim um pássaro

De passagem pela ribanceira

Rindo de coisas que me cansem

Cansei de tanta besteira

Quase não termino

Quase.

Kate Polladsky

Friday, February 29, 2008

I know you´d pretend to understand
To be the best front in front of me
But would you care of my roads
Me passing up the chances for fear
Giving up on myself like fake gold
Rising anger for the one she holds
Being polite - call her dear
Inside she lacks the room for real
I know you´ll act sweet and nice
You´ll mean something to me with time
Not an unusual thing to experience
I´ll seem to melt at you like ice
Convenience it´s the best way to go
Go alone or go along with
I´ll go out and enjoy
Passing by the outgoings
Im out, going on like a coy
But if you meet me, speak
Damn, you are too pretty to see
It´s getting my eyes tired and addicted
I´m just to afraid to predict it
That you don´t belong here
And I can´t follow your steps
And you´ll take long to be back
Or I´d rather think you had never been here
I´d like to read what you read
Compare the lines, line you in my life
It´s worth it starting from the colour of your eyes
Until my regular days are done
And they become better
An endless song will play
My loses will turn into gains
And I´ll have you as a weather
That never never rains.

Kate Polladsky

Sou parcialmente coberto pela vontade de viver
Imparcial ao remoto tempo em que pertencia a alguém
Hoje é fácil ser ontem
Sem segredos, sei de tudo que passei
Um dia o sol dormirá sem pesadelos
E anoitecerá um fim para todos
Eu ermo, sem cor nem sentido
Sei que ergo-me sem ajuda e sem medo
Sou correto aos erros que persistem
E dôo coragem áquele de mim desiste
Me calo sempre que tenho razão,
Que é dar voz à verdade do coração
Sou uma força qualquer, platônica, mas que existe
Ser inócuo, intenso, que não descansa em berço
E não vê o mesmo horizonte que tu viste
Certamente sou pouco, que é mais que suficiente
Não me movo pela ânsia de ter, engolir os outros, ter.
Mais. Sou parcialmente coberto pela vontade de viver



Kate Polladsky





Thursday, February 28, 2008

Te quis como criado mudo
Do meu lado, o lado do muro mais perto
O mundo mais fácil, o não meio certo

Queria minhas artérias explodir de felicidade
Te ver na esquina, ou não te ver e morrer
Em saudade
Em séculos de prantos
Palavras sem rima, significados
O reto caminho para casa de todos os dias
E os tráfegos reduzidos a trechos
Das canções que eu cantei com você
Agora pronto, os prantos
Séculos secos e áridos
Porque te sequei de mim
Lágrimas assim não valem
Mas velam o amor que eu tinha, fim.

Te quis como possibilidade
De verdade, uma salvação da dor
meu cantinho pra cair morto
ao sul do Equador
E viver pra sempre
A saída mais simples
O alívio imediato
O distanciamento mais próximo que tive
E quando estive no centro, nas mesas, nas lojas
Você no meio, entre gentes, a gente não pertencia a mais ninguém

Só um dia, talvez você acorde
E não esteja tão longe comigo
Mas esteja tão perto do que sempre teve
Que não te interesse mais e me procure
E que me ache, perplexo e contente
Com o que o tempo me fez
Me desfez de você, com discrição
E passei despercebido de tudo
Os mesmos sons eu seu cantar sozinho
Só a letra que não me cabe mais
Haverão coisas suas em mim que ninguém tira
Mas haverá também as que você não traz.



KP



Wednesday, February 27, 2008

You're probably on your way back to your hometown
Do you think of me as much as I do think of you now?
I caught myself in doubts, all the time
I´m afraid of yesterday´s darkness, today I´m working hard after some light
That you could be a little more joy in my life
That we´ll see where leads the time
But already crazy to meet you
Find out what I haven´t noticed before
When I was so distracted and glad
Not stuck in pain and hopes
I sit here and wait, invent reasons why you´re away
Not a line that you dropped to say
That you haven´t forgot me
And missed my funny way
Of speaking, of thinking of being
I´m nearly absolutely sure that I want you
As much as I just wanted to be alone one day
I got the same routine of always
You know my schedules, plans, names
With my heart on your hands
You can onboard it or leave it
I prefer that you keep it
Safe and warm across the waves



kate polladsky

Thursday, February 14, 2008

Specially disaster
It was all then it was nothing
The weather of the better world
The silly is the clever one
Give a second chance to the woman walk alone
Specially disaster
Church is chain, a pain killer for the sin
Hotter soil with all the cars in between
Your child is crying, mama
Loser, up your chin
Oh but it´s easier for the richer
Poor my cat that´s out of milk

There´s a heart and I heard
That is weaker than the hands
Building higher above our heads
Covering the view of the birds
It´s specially a disaster
That our house ain´t no home
All our saving are now gone
Your father taught you about life
And life took a way, father
That allows no return

While I sing, silent dreams
Are shapping tears in their eyes
Their angel are no guards
The open doors lead to wars
That we don´t know how to end
It´s when walls close in
And I unknown myself in me
Everyone knows heaven is cheap to buy
We call them crazy
And your mom just said good bye
Specially disaster
Cheers!One person every 2 seconds needlessly dies.



Kate Polladsky