Tuesday, August 05, 2008

PALCO
O emudecer da língua
O canto, o tanto
O tango da menina
A vermelhidão nos cabelos
A vergonha na cara
A recompensa
O aplauso
Pausadamente, o abraço
O plausível, o traço
O método, as cordas
Intuitivamente o som
Das notas, se nota, se anota
Ecoa e se repete
Se conduz ao palco
E se derrete
Se comprime
Se exprime
As mãos apanham
Na pele do pandeiro
E depois se acanham
Preenche com o vazio,
A voz
Em solo, em dueto
O poeta
Envenena com a letra
O cianureto
A musica, a experiência
A responsa, a autoria
É o empírico, é o eu-lírico
Se interpreta, se comenta
Se conserta e em concerto
Se espanta,
Depois se entrega
E se acalenta
Escuta tudo
Impressiona
O prazer do som
Quando fala, ou quando cala
Quando vêem
Em vidro ou em plasma
Tão pasmem
À perfeição
Organismo vivo
O nú sonoro
No palco ao público
Que se aquece ao frio
Na espera, horas a fio
Desfazendo as unhas
Apertando-se entre ombros
Buscando lacunas
Para te alcançar, e te prender
Em olhares, em fotografias
Para que o tempo passe
E naquele momento pense:
Que em dias comuns
Coisas boas acontecem
E estampado para sempre
Não se esquece
Não se esquece



Kate Polladsky

EM FRENTE À TELA DE COLORBAR

Sento-me no sofá clássico
E bebo o café quente
Recosto-me na parede fria
Deixo-me levar pela ventania
Pelas ruas da cidade
Fujo
Eu que finjo francamente
Toda a sinceridade
Do meu coração sujo
Agora é cedo o suficiente
Para que se torne tarde
Da varanda me despenco
Num repente
E flutuo como roupas no varal
Sangro para embebedar-te
Uma forma de entreter-te
Eu, o néctar de um vinhedo
A transbordar no teu graal
Penduro-me entre os galhos
Que nunca crescem, que nunca pesam
Que nunca descem e não padecem
Com seus frutos
Meus passos falhos, minhas tralhas
Deixadas como trilha, para mais um que temo.
Volto só, subindo os andares
Para o lar, limpo de minhas dores
Adormeço com fome, com música
Como de costume
Largada na sala-de-estar
E sonho leve
Matando a sede
Do meu inconsciente
Em frente à tela de colorbar



Kate Polladsky


II Warwick


Kate Polladsky
Your heart is a Ward Hunt
Ice cold land
Where I lay my losses
Where I beg forgiveness
Your capture, your chapter
Yours completely,frozen
A crack in the middle
A nameless feeling
Your heart is a Ward Hunt
It giggles, giggles
At my pain
What a mockery
Such a poverty, love is
Wide and plain
Emptiness filled with void
If you can´t see it, you must plan it
At least to avoid it
To scape or to fight against
Love will yield your ground
The sunlight scratching the iceberg
Will pleade you guilty
And leave you weeping
Until you wake up suddenly
At the lost and founds
My love is a Ward Hunt
For an instant
Maybe a fever
It´s not clever
But, a stunt
Love is nothing
But a Ward Hunt



Kate Polladsky

Monday, August 04, 2008

Hoje não sei o que recai sobre ela
Está tão diferente
Está tão bela
Este cabelo, e os ombros livres de tecido
Tudo se encaixa perfeitamente
Tudo parece único nela
Tão diferente do que tem sido
Hoje não soube como não perceber
A presença, o perfume à distância.
Não sei como não a levei ao jardim
E fiz dela a rosa maior dentre todas elas
Não sei como não a beijei
Não sei, me recordou à infância.
Quando eu via pureza nos lábios
Quando eu ouvia somente a voz
Mas hoje
Não sei o que recai sobre ela
Só sei que caio aos meus pés
Como o rei se debruça ao ás
Como faria um sábio
Está tão bela, tão bela...
Não sei o que há nela

Não sei o que ela traz
Mas seja ela tão linda ou tão bela
Tanto faz...

Kate Polladsky


Algo dentro de mim se confunde, sinto a estranheza, e a frieza de não me reconhecer.
Sinto muito, sinto tristeza, mas sinto que é tudo planejado, é tudo plano é tudo parto.
Eu me conheço, eu me renasço. Eu permaneço e me disfarço. Quando canso, ou quando cantam a canção. Quando sim, aceito um não. E por isso, semente em precipício... Ameaço me jogar para me sentir segura, sem que segure em qualquer pedaço. Algo dentro de mim se consome.
Algas dentro do aquário, roupas dentro do armário. Enquanto me desarmo por qualquer ameaça.
Será desistência? Será inteligência, quiçá a insistência do passado. Tudo que deixei de lado... Ou mesmo engarrafei e arremessei à onda, onde ainda ronda, onde ainda ronda...
Agora me reencontro com a pessoa que procuro, dentro de mim me acho, dentro de mim é escasso de tudo enfim, de tudo...E fim.




Kate Polladsky

Distância...
É o acesso fácil à loucura
Ao passo desmedido
A medida da força
De atração entre os corpos
De saturação de si mesmo
De semelhante significância
Distância...

Kate Polladsky
Te olho nos olhos e você reclama...
Que te olho muito profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi muito profundamente...
Eu te ensinei quem sou...
E você foi me tirando...
Os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre,
Não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade...
De me inventar de novo.
Desculpa...
Desculpa se te olho profundamente, rente à pele...
A ponto de ver seus ancestrais...
Nos seus traços.
A ponto de ver a estrada...
Onde ficam seus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias
Dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim;
Nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser
Vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar viva e permanecer
Te olhando profundamente."


Fabrício Carpinejar

Sunday, August 03, 2008

Acesso
Kate Polladsky

E me deixar envolver por seus sarcasmos
Meu coração te reconhecer em espasmos
E me deixar experimentar o teu gosto
Meus dedos subirem em teu rosto
Acordar quando te vires adormecer
Sentir preguiça ao descansar na sua presença
Talvez curar-te em minha dor intensa
Prender meus calafrios em suas cordas vocais
Agitar-te à minha maré mansa
Despejar-te o mar para teus sais
E me render à tua íris
Reduzir-me ao que tu vires
Aparar-te pelas costas
E dar-te uma amostra
De mim
Respirar a poeira das suas palavras
Retirar das ironias as aspas
Emudecer a boca, e aquecer a nuca
Escorrer os cetins pela pele
Revelar-se completamente nua
Idiotizar-me por inteiro
Com amor indecente
E paixão incessante
Com velas sem barcos
Sem jantares e sem luz
Certificar-me de sua vinda
Santificar-me disso ainda
Sem o sinal da cruz
Compreender as suas manhas
Acompanhar as tuas sagas
Guiar-te às cegas
E alimentar tuas entranhas
Estranhar o ambiente
E os ossos salientes
Do teu corpo
Ver-me torpe
E trêmula
No suspiro à superfície
Na sobrevivência
A angústia de tudo
A paciência
Onde me renegas a mim
E relativas o fim
Seja este o mais derradeiro
Seja um fim sem arrodeios
Permeando pelos meios
Negligenciado
Por um derradeiro sim



Kate Polladsky


Good taste
For things
She´s got
If I tasted
Would I like?
Would it shock?
Would I choke?
Good words
For things
She´s got
If I spoke
Would I shut?
Woult it mean?
Would I show?
That she´s got me


KP

Ana
O som que sangra
E cessa a anemia
O solo que segue
A sina O sim
O não
O simples
A opção
De ana
A verdade
A vox
A discrição
A descrição
Ana
De trás
De frente
O reflexo
De ana
Dos anos
No espelho
Na família
Na raiz
Interiorana
De ana
Canta
Pinta
Encosta
A madeira de cordas
No canto
No entanto
Encanta
No momento

Ana


Kate Polladsky
I have a feeling
Strange my feeling
You got me healing
Smiling and dying
Changing by chance
Or just the feeling
Of trying
I have a doubt
A thought and a stone
To build my fortress
To keep you safe
Inside my heart
You, the thought and the flame
I have a feeling
That my love
Evaporates to the ceiling
And makes you believe I burn
I have a feeling
Strange my feeling
It is all wrong.


Kate Polladsky
Lembro que, não quero te esquecer
Você é minha influência e, paciência;
É só o que preciso ter
Não quero te tocar ao longe
Na pele, no rádio, na alma
Não quero, simplesmente espero
Que você se surpreenda
Lamento que as cartas não tenham chegado
Uma descoberta se sustenta em silêncio
E que silêncio você não quebra?
E que nada se sobressaia
Que eu não precise de um sobressalto
Sóbrio amor morto
Que sábio.


Kate Polladsky

Thursday, July 31, 2008

28 De Septiembre


Nem tão longe e nem tão perto
Mas volte
Não me traga nada
Noticias quem sabe
Não é muita coisa
Apenas volte
E me conte tudo
Me mostre tudo
Me ensine tudo que desaprendi
Me reconheça ao menos
Não me volte o mesmo que deixei
Renasça e viva
Por um instante ao longe
Não me volte santo nem monge
Do jeito que for, volte.
Não sinto saudades, acho que sinto falta
Não te sinto, não me sinto sua
Volte pra esse lugar de gente malta
Não sento um instante
Rodopio entre paredes
E se debatem em minha mente
Algumas coisas sobre você
Algumas das quais já sabia
Outras das quais nem sei
Volte e encontre minha presença sã
Não me considere, não me desespere
Volte em meio ao caos
Com calos, caminhos ralos
Sozinho ou enfim
Volte
Com tantas voltas que o mundo dá
Entre encontros e desencontros
Um mal-estar
Não por mim ou por nós
Mas um dia por um momento a sós
Descartar conflitos e desatar os nós
Largar tudo à própria sorte
Vai por mim
Volte



Kate Polladsky
E fui fechando os olhos pra esquecer
Quem parte nunca sabe o que parte e o que fica
Nada resta e, sobretudo nada teve.
Por que fechar a porta aberta?
Por qual brecha foge o tempo?
Por que flechas não erraram seu destino?
E me acertaram em cheio
Agora eu quero o copo meio vazio
E o quarto, não me importa se está frio.
Esmolas de amor não me completam
Melhor estar sozinha e pelo meio
Estou aprendendo a me entender
Aprendendo a guardar memórias
E não aguardá-las
Não porque quero, nem porque preciso.
Mas porque não me vejo reduzida a escória
Ao desamor me apego
E ao amor me apago
Diante disso não me cego
Não me deixo, não me salvo.
E fui fechando os olhos pra esquecer
Até que eu não tinha tanto pra perder
Não somo muita coisa sem você
Diante disso não lhe deixo
Não tão cedo
Ou não me salvo
Em tom de desrespeito
Um abando próprio
Atiro no que sou, eu sou o meu alvo
Uma inconstância se exprime
Tudo que me faz se deprime e
Nada no fim se desfaz
Ou se conduz à luz
Ou se deduz que é amor
Nem meu e nem seu, amor.



KP

Friday, July 18, 2008

My life is a song of despair.
I´m now homeless in me
and all Iam is you without you
K.P

Wednesday, July 16, 2008

Once in a while I feil
But hardly ever I take it
Once in a while I demand
But hardly ever accept it
Sometimes I make it
Sometimes I fake it
What you see is what you get
Unless you´re blind like me
Or blind like that
To trade the ones you know
For the ones you met
I´m normally breakable
But daily Im stronger
For me no heart is avaible
And no joy lasts longer
Once in a while I fall
But I hardly ever kneel
Once in a while Im hurt
But I hardly ever feel
Sometimes I try
Sometimes I let go
Sometimes I rush my life
But now I make it slow
Then maybe I know what I seen
And maybe it was between and between
There are times I force the pace
And times I lose my place
So there are times I run
And times I wait
People with whom I get along
And others for whom is too late…



Kate Polladsky

Friday, July 11, 2008

Espero que quando você volte me explique o que é saudade. O que sinto não sei se sinto, mas sinto sua falta. É verdade. Vou estar aqui em branco, vazio. Até que eu adormeça esperando, cantando músicas sem nexo. Lembrando ou inventando lembranças que ainda vão acontecer. Porque quando você está aqui vou me construindo. Você me dá respostas que não peço e tem até o que não procuro. Você me escreve por dentro o que outros me escreveram no verso. Não é estranho? Não é fato, nem boato, apenas é. É que, de vez em quando eu me torturo. E quando você me encontra eu estou sempre no escuro. Eu só, você sol. Tanto faz, é tudo único. Eu pensei que fosse esquecer de você. E olhe só, parei de pensar em qualquer coisa a seu respeito. Quando me perguntarem vou me calar, vou sorrir e sei que vão entender.
Algumas pequenas coisas vão fazendo sentido. Coisas minhas que eu dispenso, você aproveita e transforma em elogio. Como podem ser tão grande as pequenas coisas?
Como quando você anda ao meu lado, eu esqueço pra onde vou. E se um dia me importava o destino, sei que é porque estava só. E então, pra onde vamos agora?
Amor me deu respeito. Não sei se você percebeu que comecei a viver. Vivo esperando que você ligue, vivo querendo dormir menos pra ficar mais tempo contigo, vivo dando o melhor de mim pra que você se orgulhe, vivo fazendo mil planos, vivo pensando se daremos certo, sem me dar conta que você me mantém vivo, e nisso foi que acertei.
Quando você volta? Eu estou menos vivo na verdade. E tem aquilo de saudade, que eu tenho que te explicar...

KATE POLLADSKY




Thursday, July 10, 2008

I´ve been caught up in a wave
Crashing feeling and the way I behave
They spoke senseless words in your ears
And look what we were reduced to, after all these years

I feel tired and indifferent
All these things they make no difference
So I´ll leave my heart in the ocean
And my feet on the rocks
Because I´m the breeze in motion
And the sunset on the spots

When I´m high and free
the world is the water under me
And If I´m knocked down
It´s still just here and now

I´m going to where the wave bends
That´s where my life starts
That´s where my problems end
My heart no talking mends
I´m going to where the wave bends

My presence´s a matter of trust
I´m a one free man that no love will rust
The dust of it all perhaps the wind sends
So I´m just goin´to where the wave bends


Kate Polladsky

Monday, July 07, 2008

There is no transformation
Or self resignation
That could mend my heart
Or stop us from setting apart
Every single piece of who Iam
When I´m with you
The world is still happening
And what is happening to me?
I still don´t fear the results
I still don´t get the insults
That comes out of myself
But oh, I feel a little death
As if it was part of my health
I gain no benefits
But sleeping through my life
And skipping up to the part
When I just lay
And let love be lame
Or not so far from it
A distance between the failure and the future
I walk out of it no more
With my bare foot on the tightrope
I´d rather just fall
And force the end
Like I do when the rope bends
I´m happily groundeless
The ground catches me when I fall
And that´s the further I ´ve been
By carrying love with me around
How does it sound?
Im a one player team
and you´re playing hard against me
That´s what we´re all about
I love you simply
You leave me simply
That´s love, no doubt.


Kate Polladsky

Wednesday, July 02, 2008

Isolar-me para que não se transforme em vírus a minha dor de mim mesmo. Criar uma barreira ante as adversidades, antes da verdade se mostrar adiante. De hoje, de antes. Pouco mudou. Apenas me poupo mais, bem menos do que sou capaz, mas meu rapaz não vai voltar. Nem vou voltar atrás. Como arraso cíclico, como sempre fiz.
O que é meu não é mais. O que não é, tanto faz. E o que poderia ser perdeu-se de si.
Por que é tão profundo o abismo entre o que quero e o que sonho? Por que simplesmente não acontece no escuro? Algo sempre tem que deixar de ser visto.
Revivo vários pedaços que não se juntam e nada são.
Reintegro-me como que por lazer, para ter algo a desfazer, cedo ou tarde. Um corte que arde.
Então cessa, mas nunca se fecha, não me dispensa de haver. A ver ninguém que por perto esteja, e que por certo seja bem mais do que a soma de mim.



Kate Polladsky

Monday, June 23, 2008

I´m suspicious that I never knew you
I´m surprised that you never knew me
After all these years…
Of your music on my ears…
Wouldn´t make me dance a different dance
Wouldn´t embrace my soul to a sweeter song
Something I always expected from you
Isn´t something that would ever come true
But I´m a dreamer, you know
And as a dreamer I´m supposed to be disappointed
What I see is that we´re less than we ever wanted to be
I wanted to be free in your freedom
In which other way could you free me,
But locking me inside yourself?
I hope we´ll meet in some years from now
In the same house, in the same life
And maybe fall in love again, somehow
Because, it´s strange…
I fix your life and need fix on mine
Who´s there for me?
I´m not a fulltime raise
I´m not a fulltime shine
I raise up like the sun,
But go down on the line
Where my horizon sleeps
For a new day to start
Though I start to get tired…
And move my steps more slowly
If I don’t´ settle down with you
I´ll lay down on my own
Anywhere I belong
With my hurts and healings
Suspicious that I knew enough of you
Surprised, for knowing myself too.



KATE POLLADSKY

Monday, June 16, 2008

I´m great, it´s just a little bit of me
That dies every single day
It´s just a piece of me that slips away from here
I´m fine, just a few steps walking out of line
Or a chanson triste playing out of time
I´m a role of the sweetest kind
With story that some would mind
And I´d mind to forget
Every lonely other has got a match
I´m matching myself with someone I never met
Is this for real, really, it´s the best I can get
I´m super, lonely hoper or per minute smoker
Who makes no fire, who sets no flame on the man of her life
I´m good, better than the last time.
I´m on the worst side
Of this town, which for reasons they don’t understand
Brings me down
But still is warm and open
Like my heart, it grows older
And easies no pain
But I´m great, just noticed
It´s a little bit of you on my soaked ways
It´s break of me on your everyday
That dies or does no good
When it rains I sing
And seem to pass you by
As simple as it seems, a lullaby
I´m doing miracles on my own
Is my god left in stand by
Working hard on my comical judgment
Is loneliness a kind of entertainment
I just wanted to make it clear
That I´m not sad
Just not happy, you see
I´m great, I´m fine
Ironically a good way to sign



Kate Polladsky

Friday, June 13, 2008

She´s got a deal with perfection
Hey won´t you crack my bones
Into one body or many ones
Then come take care of me
And mend horizons to see
I traced a line on the sand
Will your steps head to my sea
She´s got the right over my heart
And broke all the laws the world has made
Called up the shine all over
Made the dark of a man´s life fade
She´s got the taste of a candy
Sweets me, soothes me, melts me inside
Set my pattern to follow
Lays in my arms as a bride
She´s got a problem to solve
Can´t absolutely deny
Won´t get rid of my love any sooner
Just tight up her destiny to mine.



Kate Polladsky

Thursday, June 12, 2008

Eu sinto por mim. E sinto que sim, é assim que me sinto...
Sou um pouco Fleur e um pouco Lis
Mas para eu ser Lispector me faltou um triz.


Kate Polaldsky

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.

Clarice Lispector

Monday, June 09, 2008

Would it be a pure sense of crazyness
I want to drive against my worries and loneliness
Crash my confusions make things lose ground
To fake could work to feel could solve
Could I have any chances with the one I love
If only my life hadn´t so many lines
If only my world hadn´t so many lies
I´d lay around anywhere that moved me on
But for now, I´m turning into myself
Though Im always on the verge of yourself
It makes me wonder how many ways are gone
And how many times I thought I was done
Restarting like a loser, always like I´m older
But never leave my wannabe skin
Nothing really makes my head spin
I stick to my everyday smile
And you still belongs to my self steem
I like to say so
You still belong to my self steem

KATE POLLADSKY



Thursday, June 05, 2008

Não sei que parte de mim pensa em mim
De tanto que me existo, me desisto, me resisto.
E insisto em não pôr fim ao cíclico estado de mal estados de mim
É algo tão profundo que me cobre e me sufoca
Morrer soterrada em minhas próprias cenas de terror
Dentre elas, talvez todas elas amor.
Quando não tenho a quem questionar, apenas me pergunto.
E como quando tenho a quem questionar, resposta alguma me vem.
Um vão, que são vários pedaços esvoaçantes da minha pessoa.
Liberdade que me diz respeito, apenas em pedaços, nunca eu esvoaçante por inteiro.
O desastre me acontece, eu o próprio desastre, aconteço sem fatos.
E como é rica essa natureza de ser e não ser
Ou ter e não possuir
Perder o que nunca se teve. A isto me atrevo, tem sobras no coração as quais não me desfaço, ou pior, não as refaço, simplesmente porque não depende de mim.
E aí, choro ou morro?
Apenas protagonizo. Vidas e risos. É para isso que estamos aqui. Para tentar ser o que queremos, e tentar não lembrar do que não somos.
É apenas complicado demais humanizar a si mesmo
Por isso quase todos desistimos
Quer por falta de forças ou estímulo
Eu não sei de que forma me pensar
Mas como qualquer um, gostaria que pensassem em mim.
Que seja a parte pensante, a que me falta.
A que não me faz falta, enfim.


KATE POLLADSKY

Sunday, June 01, 2008

I´m looking for a heart, and a home

Looking forward that both are one

And I´m not just me, mess, meaninless me alone

Don´t want a projected life, a reproduced life, a copied life

But I want a lived life with leading signs of happiness

With some more people than I counted

With no leavings and aparts

Just a lover and a loved,

Nothing coming from Mars

Peaceful times that we amounted

Wanting the snow and my Santa Claus

Not this chorus on my everyday

Repeating days repeating days

When we cannot repeat life

We cannot repeat the times anyways

Willing to go but bringing my roots

Making my way

Dreaming if I may

My own ground under my foot

Our own sound to remember

To be ourselves the message not the senders

And make castles with the sand on the beach

Cross fingers, fate and feathers

Fall for the same tears and lie in the same ditch

Smooth the same bed and fly to the same world

Still be back for breakfast

And break no heart

Just stamp a mark

From life together, love.

Kate Polladsky

Wednesday, May 28, 2008

Alguém que me tome não como território, mas como terra prometida.
Alguém me esqueça para voltar a se lembrar
E o fato é que alguém que me ama não me conhece
E se reconhece por favor diga
Pois de dia em dia eu passei despercebida por mim mesmo
E nisso pode ser que você já morasse dentro de mim.


KATE POLLADSKY

Tuesday, May 27, 2008

Compreendo como quase inútil é a companhia do estar só. Tão inútil quanto não estar só e ser refém da solidão de outrem. Por isso adormeço no começo daquela frase.
E em todos os dias de hoje, vivo muito e vivo pouco. Procuro assim lembrar-me da vida, como um gesto único de quem dá e recebe.
Como um tirano, mato o tempo e fujo da realidade; roubo o que se tem de valor e, o que não se tem, cria-se para que não seja em vão a própria natureza das coisas.
Além de tudo, como se tudo tivesse além, busco não me contrariar com o que vejo, pois o que sinto sequer se importa, e os olhos, que podem de fato cegar, como lâmina usada e acostumada com cortes e fragmentos, não sabem mais interpretar o sentido que dou pras coisas. Que vejam, que enxerguem. Qualquer coisa é perda, pois tudo já acabou, e isso é só questão tempo.
Caso não queiram ver isso também, apenas usem os olhos para acordar, o tempo há muito acabou.
E isso que cheira a vida é resto de poema, que soa tão belo porque estão em pedaços, palavras que se tropeçam enquanto tentam juntas chegar a algum lugar. A noção prática do coletivo, que somente quem se insere se lamenta, mas que se fossem um só, seria possivelmente eu mesmo, um. E só. Na periferia do contento, olhando tudo sem qualquer presença. Melhor esta ausência sem significado, ou continuar na experiência da decadência a quê todos chamam de...

KATE POLLADSKY


“Pesa-me, realmente me pesa, como uma condenação a conhecer, esta noção repentina da minha individualidade verdadeira, dessa que andou sempre viajando sonolentamente entre o que sente e o que vê”. Fernando Pessoa

I fear the future for further frames

Whenever it blows the wind from old days

Those days weren´t meant to age so fast

Now feelings fake the healing

Tired body moves on, still eyes face the ceiling

When am I supposed to be one

Where does it all leads to home

I don’t wanna know how much longer it will last

But I´m safe and I´m good at something

Just not enough to convince myself

That I´m getting there before my mind threats my heart

So patiently waiting, hopes borrowed my happiness

And then what, is this when we stop dreaming?

Don´t let me fade like the light before the thunder rises

I want to fight for freedom and not for prizes

It´s the price to pay

Someone who pays attention to the others

And feel like no one at all

But it has to change to a better place

Like a masterpiece taking place in the hall

It makes me face things closely

We all have the chance to shine

But we keep on trying to shine with ashes

Hoping it won´t get dark

God is growing bigger but is not getting stronger

It´s none of my business to wonder why

Just watch the crash

A round between the worst and the best

And to the ones who loses all

Let´s give it a fest

K.P

Monday, May 12, 2008

Um sentimento oportuno, um amor quase sempre noturno. Porque não esqueço o seu rosto até a hora do apagar das luzes e do desfecho do sono. Eu queria que você soubesse, queria que eu te dissesse e que você acreditasse, eu não tenho planos que não sejam bons o suficiente pra durarem e quem dera você se desse um pouco. Se desse, seria mais que sorte, seria conquistar o amor como terra de gigantes, e num dia comum não te ter ao meu lado, mas ao menos te ter comigo. Em um clímax de erro me deparei com você e não pensei que... Eu não acho que conseguiria sequer pensar na sua presença. Céus se dividiram e se repartiram em partes justas, todas viraram você. Viraram-se para mim ou contra mim, eu não sei. Só sei que te quero com um quase desespero, com imagens perfeitas a seu respeito e como um ciclo ou um ciclone você me arrasta e me renova, começo de novo a amar. E marcar meu coração em brasas.

Pessoinha de personalidade forte me arde a alma feito corte profundo e me sangra por dentro. Sei que quase fica turva minha vista quando te vejo mas que cegue de desejo, eu te quero aos poucos, de morte lenta vou vivendo.

Kate Polladsky

Saturday, May 10, 2008

A million perspectives of me goes...

The self:
I´m a manifestation of loneliness.
Not unhappy, nor completed.
Not a fill in the blanket, nor a share of blankets for life.
Iam just not found, or discovered, or not easy access.
Perhaps, easy target. But I don´t demand it consciously.
I prefer to be in between, and belong either to myself, and the genuine others. A p.s of illusion: Nothing is genuine anymore; only the struggle of it.

The inside life:
I´ve been thinking that this is a slow motion life, (If you look it from inside out of you and not the opposite, because from an outside view, life goes fast indeed), a life that I don´t complain about, but thanks for everyday. With the exception that there´re far too many days left for a change, and too much need of changing. The ones with fighter- spirits know, the ones of confort zones ignores and quit. I refuse to be the last one. But I don´t kill to be the first. To kill is not as harder as to be the first, therefore many people die trying to be the last.

The outside life:
Lately I´m a lot of fear and suspension. And a rather indignant person too. I´m less and less optimistic about the world, and If I once were, it´s because I´m always late to realise things in time: dark minds, souls, hearts. Whoever accept cruelty as neighbour, accepts reality, and has no fear of offering a cup of sugar for knowing what´s gonna be sweetened.

The ideal life:
Liberty. Because the liberty is the possibility.
And the possibility is the hope
The hope is the step forward
And that is living.


Kate Polladsky

Tuesday, April 29, 2008

DIA FELIZ

QUEM TÁ DO LADO ME OLHA

QUE INVESTIMENTO É ESSE RAPAZ

SEREI EU LOTERIA, A ÚLTIMA MARAVILHA OU MAIS?

ME DÁ UM PEDACINHO DO TEU CÉU

DO DIA DE SOL, DA SOLA DO TEU SAPATO

ME LEVA EMBORA DAQUI, VOCÊ ENTENDE?

AMOR NESSA TERRA É COISA QUE NÃO RENDE

MAS EU ACORDO E DURMO TRANQUILA

NÃO HÁ DOR QUE ME ESPERE NA FILA

AGORA TENTE, TENTE, TENTE.

QUEM ME AMA SE ESCONDE

QUE MEDO É ESSE DA GENTE?

QUEM AMA NÃO MORREU

A QUEM O AMOR SOCORREU

AINDA JAZ FELIZ

E TENDE A NASCER DE NOVO

LIVRE E SORRIDENTE

COMO AVE, VENTO OU MELODIA

QUE NÃO PARA NUNCA MAIS

AINDA ECOA UM POUCO DAQUELE

QUE AQUI NUNCA VOLTOU

ECO QUE NÃO VOLTA O TEMPO MATOU

MELHOR DEIXAR PASSAR

PASSE QUE O MEU PASSO TEM PRESSA

E PARA QUE AQUELE RAPAZ POSSA ME OLHAR

SEM QUE EU DUVIDE E DESISTA

OUTRO DIA FELIZ VIRÁ...

ME DIGA RAPAZ SE ESTOU NA VISTA...

KATE POLLADSKY

Wednesday, April 23, 2008

There´s a road that I can´t hit

And a girl that I cant meet

There a life I aint lived

And a sign I didnt see

Once I was lonely and lost

Im still lost lonely and confused

But though my heart is empty still

It´s just fine and in current use

There´s a promisse I made to myself

One of many I couldn´t keep

Im still running out of reach

Willing blindly to keep the speed

There´s that person that advises me

Another one that always surprises me

A special one Im waiting for

Know her to live her

Leave her to know her

I chose to stay with the one before

Havent been able to cry

Because of this crappy music on

Helps to survive

That guy, he´s crazy

We sat on the sand and planned life in details

That´s nothing, that´s what amazes me

Family, they´re always right

Im often pissed off

But no no no they´re nice

Mother, she´s a pearl

Like a breeze that cools me down, so soft.

One big surprise will come

My tickets to the world

Then comes tiredness

My tickets back home

Please forgive me lady

Im one fool, full of love

Want to learn things at once

I may be far, I may be found dead or in silence

With no purpose Im maybe gone

To that place where people dance

And join our souls into one problem

Loud brilliant trance

Just share the view and forget it all

Haha! I´m a freaking happy doll

Kate Polladsky

Tuesday, April 22, 2008

IT´S ALL ABOUT KATE

Curious. Not noisy.
Better than my mood, only my sarcasm
Better than my sarcasm, only my love.
Responsible and generous. Ohhh
Help whoever is lost. I am a tourist guide or charitable?
I believe in people, not in humanity.
I believe and trust in God. But I am not going to church on Sundays, I have not read the bible and nor the content for the exam of next week.
Can´t stand arrogant people nor pervert creatures who truly believe that they can give me great pleasure via clables of optic fiber. Oh sexy machines!
I flyl for free, and is not promoting GOL airlines. It´s just pure distraction of mine. Or aspiration to philosopher, my flying mind nobody understand, therefore I always fly alone.
I have no idea of what the illuminists had in mind, nor would they have any idea of what's in mine.
I am homely, not as much as the guava sweet cooked by my grandmother, but I am. Although I may one day become a "homephobic," not to confuse with ... Homophobic.
Do not smoke, drink or......... have a hangover.
Fall in love in two seconds may not get over it in two years.
I can not keep anger, rage, hate against someone.
But may the “someone” know that I keep sorrow.
I trust only once.
It is enough for whom deserves confidence, and for whom doesn´t merits it too.
In addition, lack of consideration is what hurt me most.
I prefer the night, the end of the afternoon, the green, black and yellow.
I open the refrigerator to think, and end up eating.
Family. Big and united if it was possible. If possible is.
Three dogs, one from each race. Not the human race...
I have many friends. And a few FRIENDS.
I cannot cook much, but the little I do feeds and it´s tasty
I am not talking about cooking tuna in cans!
I prefer to quit and ask for help, rather than waste time on something that I do not know how to solve.
I hope, but don´t expect. The first hurts less in short terms.
Happiness is a matter of moment. The happiest moment of my life was 2005.
I do not like to share problems and sadness
I am not pessimistic or optimistic. I´m a relative person. Depends on...
I like mountains, green fields, trees, parks, beach at the end of the afternoon; açaí, pitomba, guava juice, lemon, orange, mango ..
And hate urban heat.
I am afraid of capitalist greed, global warming and the Middle East.
I am afraid of dying alone, and losing the ones I love.
And I´m afraid of not getting the think I dream of
I know very little of almost everything and recognize a bit of almost everything.
Easily get myself confused and easily learn
Do not face everybody in the eye because Im suspicious, but in doubt I smile.
Hate phone ringing, and if I can avoid it ...
Rarely get calls, and the ones I get are mostly academic.
Best consumer of caffeine! Cappuccino, coffee, tea, Coca Cola, Pepsi...
Passion for music, musical instruments, internet, books, Europe, south of Brazil and foreign language.
Love and disappointments
Somewhat lonely
And on Tuesdays and Thursdays, ballroomdance only

Kate Polladsky

Monday, April 21, 2008

Você vai me esquecer

Como quem nunca sentiu o que teve

Ou quem nunca teve o que sentir

E vai querer-me de volta como que de morte

De posse de uma outrora que não voltará mais

Você vai se mostrar esperta e assertiva

Como quem jamais erra, em uma era de um dia

Tão curto o tempo que levarei pra me virar

E trocar de direção, aprender a dizer não

Um que você não esqueça, por mais duro que pareça

Mas quem cai não passa do chão

Você vai me esquecer por pirraça e sem propósito

Nunca me pareceu tão lógico que passasse muito tempo

Até que fosse como antes

Antes nenhum de nós tinha tempo, agora temos

Mas tenho dito, não adiantou.

Eu vou te esquecer, como que por promessa

Tragará esse sentimento a virar fumaça

Que se dissipa e se esvoaça

Palha queimando, cartas queimando

Mensagens, viagens, mil e um planos

Tudo o que foi e poderia ser

Eu já esqueci, e que bom!

Você vai me esquecer...

Kate Polladsky

Wednesday, April 16, 2008

Sinto- me como uma ilha... Dispersa e unitária.

Uma lembrança no mar solitária. À mercê do mapa, para quem olhe, quem aponte, quem se perca por acaso e visite um instante.

As pessoas mudaram, os seus rumos mudaram, seus muros caíram. Eu, não mudo e não caio, viram? Mas vou indo sem que vá a lugar algum, sem que o cenário me surpreenda, sem que o amor me prenda, a ver navios encalharem em suas fendas. Riu como que em desespero o meu coração. Agora espera com frio por habitação e com frieza perante as coisas como são.

Não acordo de bem com o mundo, mas acordo por bem e comigo consigo lidar assim que o mundo cede um pouco por mim. Que sorte é o fato do mundo ceder. Sorte? O quê seria sorte se construo o acaso em cada traço de passo errado que dou? Uma sorte torta, como que construída em linha reta. Assim, simples assim. Sorte vaga, qualquer destino consegue conceber.

De tempos em tempos acontece um eclipse. E então como tal me acobertam de razão. O amor, a vida, até a porta de saída já me traiu várias vezes, a você não? Sei que tenho razão. Uma razão carente de raciocínio, apenas naturalmente é aceita. Não de forma doentia, imposta e exposta como seita. Mas sim, aceita. Ridiculamente “in natura”.

A ilha que me faz é o melhor dos infortúnios. Banhada de águas passadas, longe e unificada, aqui onde todos estão surdos.

Kate Polladsky

Sunday, April 13, 2008

De volta à pequenez dos sonhos.

Te digo boa noite sem que vá dormir

Te dou bom dia sem tenha amanhecido

Uma coisa de cada vez, mas estás retrocedendo

Contudo se teu retrocesso é aos meus braços, obrigado

Continue seguindo.

Porque um dia não te tenho, no outro te abraço

E não quero que seja para sempre, quero que seja para mim

E sempre para mim, independente de tempo.

Um pedaço de ti tenho guardado

O outro tenho usado com amor

Nada tenho pra roubar

Não importa que tipo de roubo for

O seu coração se já é meu, não tenho porque tirá-lo de alguém

Só de mim tiro o meu pra te dar por tempos sem fim

O fim que se deu ontem

Foi só para recomeçar melhor

Quando eu já vivi o que tinha de viver

E agora não quero viver só

O sonho pequeno que só cabe em ti

Me torna grande, me torna mais vivo

Me torna mais, e retorna indo

Quando eu acordar num sonho

Que você deixou escapar dormindo.

KP

Wednesday, April 09, 2008

Dividi meu tempo entre não tê-lo e desperdiçá-lo.
E como consequência desenvolvi o pior tipo de obesidade, o peso na consciência.


Kate Polladsky

But now he´s committed, and every window is closed
I feel lonely in this daily rainy winter, all I have is this routine to whom I´m exposed.
I see no change coming on my way. Not for better, nor for worse
There´s nothing so excitig about living here, I live happier into the things I suppose.

Kate Polladsky

Monday, April 07, 2008



Lembro tanto de você que um tanto de mim se espalha e se dispersa. Estou em todos os lugares que estiveram com você. Estava eu com você, e de repente não mais. Lembro tanto que me agride, e não me aquece no frio de hoje. Que dispensa. Pensei que fosse infalível amar alguém. Ninguém me disse nada. Ser de inocência, de pendencias que sou. Perdas existem para serem aceitas e não desfeitas. E se me perco um pouco assim como se explica? Entre caminhos, calmarias e tráfegos de mim, especiarias de espécie alguma, uma Índia desmapeada, tântrico fim .
Um anônimo me aguarda. Um ânimo me segue de longe. Esse sentimento de tocaia, que quase se revela em trapos, trêmulo de receio.
Lembranças servem pra quê? O esquecimento é uma zona de conforto. Não quero esse inútil pedaço de consciência de outrora, nada disso que adorna o incômodo de todos os dias, e de agora.

kate polladsky

Sunday, April 06, 2008

Quando ela escreve, eu sei o que é.
Um por quê sem questionamento
Aceito cada verso que não se torna mais nada
Como se ela soubesse do seu feito
Joga qualquer subproduto e desbota meu muro
Meu mundo é tão pequeno
Por onde eu entro se quiser seu lar?
Lá onde você mora, sou eu
Sou eu qualquer lugar? Põe no seu, porque no meu está.
Destino falho, me freie aos poucos
Mas não me subestime
Não evolua a minha dor
Não a dilua em amor
Uma evolução contrária, devolução.
Algo que você não quis
Talvez a mousse de cacís
Que parecia ter gosto algum
Mas então ela escreve
Eu, minhas mortes e vidas
Algumas noites de alguns dias
Alguma coisa que me lembra você
Eu sei o que é
Escreve...



Kate Polladsky

Wednesday, April 02, 2008

" Looking at the stranger, thinking: Is this the one that will change my life?"- Kate Polladsky
Em crise de abstinência, hoje rendida ao fundo de minha mente, adormecida e distante, doente. Sem forças e um coração com teu nome entalhado em versos, com saudade disfarçada e o cheiro de passado que reconheço em qualquer lugar. Ao menos não há música , ao menos não leio e me deparo com sua caligrafia e a só tua criatura que se camufla em mim -se perde, e não me reconheço, por hora, ou minutos antes de me arrepender.
Daí pra frente eu que mudo pouco, muda fico, finda o medo ou maldição de sua inerte presença que minha vida não rejeita, por que não rejeita? Se te sinto longe e abstrato, e faz do que sou, suave e serena, um maltrato; conjugado e inseparável, como um dia após o outro - se extendem indefinidamente- me entendem e me deixam seguir, sempre só; em solo que não piso, porque não pertenço; olhos que não piscam porque não se cansam; brilho que não cessa, porque nunca teve.
Que algo de bom aconteça, e não deixe que me aperfeiçoe em solidão, que de tão sábia nunca se juntou a nada, pois de que vale a companhia, que faria definhar sua própria natureza?
Mas gratifico o toque de tolice, que trai a solidão, porque não me suporto sem você, e não me suporto em mim, melhor que outro passado possua meu futuro, não há de se extender em águas passadas, mas plagiará todas as linhas de felicidade que tive, e se lançará ao amanhã.
Kate Polladsky
Faz tempo que não há para mim
Um amor desses
Num mundo só
Num mundo só estou hoje faz tempo
Porque não há para mim um amor desses.
Desses que não se dissolvem
Desses que se resolvem depois
Desse que depois vira sempre
E desses que sempre foi amor.



Kate Polladsky

Wednesday, March 26, 2008

Health and strength

My life knows where it stands

My heart no longer serves the pain

And I giggle as I´m sure all the hard days will pass

Take a look at me now

I´m happy and nobody knows how

I could give you fulltime happiness

If you need it I can make no press

We got a large field for freedom

With just bit higher jump up across the fence

Do not get born to be a gump

Life is not meant to be a dump

Such a bless, a million days´ chance

A feeling extends ´til tomorrow

And that´s the feeling of future

When I´m gonna succeed

And embrace the world with my own hands

You´ll see how far I go

I already see how far I´ve been

It´s all prepared for more

I´m heading up to the next scene!

Kate Polladsky